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Brasil terá novas doses do Mounjaro a partir de março; fabricante anuncia atualização nos preços

Saúde

Brasil terá novas doses do Mounjaro a partir de março; fabricante anuncia atualização nos preços

Medicamento com tirzepatida ganhará versões mais concentradas nas farmácias, ampliando possibilidades de tratamento para diabetes tipo 2 e obesidade

Brasil terá novas doses do Mounjaro a partir de março; fabricante anuncia atualização nos preços

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 27 de fevereiro de 2026 às 18:13

As farmácias brasileiras devem começar a receber, a partir da segunda metade de março, canetas do medicamento Mounjaro com concentrações mais altas. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela farmacêutica Eli Lilly do Brasil, que também comunicou uma revisão nos preços do produto, cujo princípio ativo é a tirzepatida.

As novas apresentações chegarão nas dosagens de 12,5 mg e 15 mg, ampliando as alternativas terapêuticas destinadas a pacientes com diabetes tipo 2, obesidade, sobrepeso associado a outras doenças e apneia obstrutiva do sono de grau moderado a grave em adultos com obesidade.

Com a inclusão dessas versões, todas as doses do medicamento estarão disponíveis no país: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg. Segundo a empresa, a variedade de concentrações permite ajustes progressivos no tratamento, possibilitando que médicos adaptem a terapia às necessidades individuais de cada paciente.

A farmacêutica informou que os novos valores serão divulgados por meio do programa Lilly Melhor para Você, disponível em seus canais oficiais.

Em comunicado, o diretor executivo de Cardiometabolismo da companhia no Brasil, Felipe Berigo, destacou que a ampliação das doses representa um avanço no cuidado com doenças cardiometabólicas. Segundo ele, a iniciativa busca oferecer mais flexibilidade terapêutica e apoiar decisões clínicas personalizadas.

A empresa afirmou ainda que vem reforçando a produção para garantir o fornecimento contínuo do medicamento no mercado brasileiro. Desde 2020, mais de US$ 50 bilhões teriam sido investidos globalmente na expansão da fabricação de medicamentos da classe das incretinas, incluindo novas unidades industriais e a ampliação de fábricas já existentes.

De acordo com a fabricante, as plantas operam em regime ininterrupto, funcionando 24 horas por dia durante todo o ano, para atender à crescente demanda mundial pelo tratamento.