
Saúde
Ministério da Saúde amplia vacinação infantil contra pneumococo no SUS
Nova vacina começará a ser distribuída em junho e oferecerá proteção maior contra meningite, pneumonia e sepse

Foto: Leonardo Rattes/Sesab
O Ministério da Saúde anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a utilizar, a partir de junho, uma nova versão da vacina pneumocócica infantil. A Pneumo 20, também chamada de vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), substituirá gradualmente a atual VPC10 no calendário vacinal das crianças.
A nova formulação oferece cobertura ampliada contra diferentes tipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças graves como pneumonia bacteriana, meningite e sepse. O pneumococo também pode provocar infecções como sinusite e inflamações no ouvido.
A mudança foi oficializada pelo Ministério da Saúde por meio de um guia técnico preliminar publicado nesta quarta-feira (27), com orientações para profissionais da saúde sobre a transição do imunizante. A aplicação da nova vacina poderá começar assim que os municípios receberem as doses.
Segundo o governo federal, a ampliação da cobertura vacinal busca conter o avanço de sorotipos da bactéria que não eram protegidos pela versão anterior da vacina. Dados do Ministério da Saúde mostram que, apesar da redução expressiva de casos graves após a introdução da VPC10 em 2010, houve crescimento recente das infecções causadas por variantes não contempladas pelo imunizante atual.
Entre 2013 e 2019, o país registrou média anual de 164 casos de meningite pneumocócica em crianças de até cinco anos. Já entre 2022 e 2024, esse número subiu para 211,3 casos por ano.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a vacina VPC10 ajudou a reduzir em 60% os casos de doença pneumocócica nos sorotipos cobertos pelo imunizante em crianças menores de dois anos. Os casos de meningite pneumocócica nessa faixa etária também tiveram queda de 65%.
Especialistas alertam que crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas ou baixa imunidade continuam sendo os grupos mais vulneráveis às formas graves da infecção. A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, afirma que o aumento recente dos casos está ligado a mudanças no comportamento da bactéria após anos de vacinação em massa.
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