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Brasil inicia substituição da vacina pneumocócica no SUS e amplia proteção contra meningites em crianças

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Brasil inicia substituição da vacina pneumocócica no SUS e amplia proteção contra meningites em crianças

Imunização passa a oferecer cobertura contra 20 sorotipos da bactéria e já está sendo distribuída aos estados; esquema será atualizado no calendário infantil

Brasil inicia substituição da vacina pneumocócica no SUS e amplia proteção contra meningites em crianças

Foto: Divulgação/Freepik

Por: Metro1 no dia 22 de junho de 2026 às 15:25

O Ministério da Saúde iniciou, no último sábado, a transição da vacina pneumocócica aplicada no calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A nova versão passa a oferecer proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae e começa a ser incorporada gradualmente na rede pública de saúde.

O imunizante, que na rede privada pode custar mais de R$ 500, passa a ser ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e amplia a cobertura em relação à versão anterior, que protegia contra 10 sorotipos.

O que muda na vacinação

Até então, o SUS utilizava a vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), aplicada em crianças de 2 meses a 4 anos. Com a mudança, estados e municípios começam a receber a vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), que amplia a proteção contra a bactéria.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 570 mil doses já foram distribuídas desde maio. A previsão é de envio de mais de 6,1 milhões de doses até o fim do ano.

Doenças evitadas e impacto

A vacina protege contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como otite, sinusite, pneumonia e meningite. De acordo com especialistas, o microrganismo pode estar envolvido em até metade dos casos de meningite em crianças.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica no país, com 1,4 mil mortes e taxa de letalidade superior a 30%.

Avanço na cobertura

A nova vacina inclui proteção ampliada especialmente contra os sorotipos 19A e 3, que já respondiam por mais de um terço das amostras analisadas em 2024, segundo dados técnicos do ministério.

A substituição é considerada um avanço pelas sociedades científicas, que defendiam a atualização do imunizante no sistema público. A versão anterior já havia contribuído para a redução de casos após sua introdução no SUS, em 2010.

Como fica o esquema vacinal

O novo esquema prevê aplicação da VPC20 aos 2 meses e reforço com a mesma vacina aos 12 meses. Em algumas situações, a VPC10 ainda pode ser utilizada na segunda dose durante o período de transição. Crianças que já iniciaram o esquema com a VPC10 podem completar a vacinação com a nova versão, conforme orientação do Ministério da Saúde.

A pasta reforça que pais não devem atrasar a vacinação, mesmo durante a transição entre os imunizantes.