
Saúde
Médico comenta situação da categoria e maternidades na Bahia
A crise no país atinge também o sistema de saúde, no Brasil, e na Bahia não é diferente. O médico cirurgião e presidente da Associação Bahiana de Medicina (ABM), Robson Freitas de Moura, comentou na manhã desta quinta-feira (22), sobre a situação da categoria e das maternidades no Estado. Durante entrevista à Rádio Metrópole ele disse que a única maternidade que vai ter um obstetra de plantão exclusivo para partos será o Hospital Português. [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira / Metropress
A crise no país atinge também o sistema de saúde, no Brasil, e na Bahia não é diferente. O médico cirurgião e presidente da Associação Bahiana de Medicina (ABM), Robson Freitas de Moura, comentou na manhã desta quinta-feira (22), sobre a situação da categoria e das maternidades no Estado. Durante entrevista à Rádio Metrópole ele disse que a única maternidade que vai ter um obstetra de plantão exclusivo para partos será o Hospital Português.
"A lógica é muito errada. A população só cresce se tiver parto. Na verdade não diminuíram os leitos, não teremos mais obstetras de plantão para receber aquelas mulheres que estão sob controle, mas que vão entrar em trabalho de parto. No Sagrada Família e Santo Amaro é obrigado a ter de plantão, mas não será exclusivo para aquela mulher que chega para parir. Há uma preocupação enorme, porque alguas mulheres vão entrar no trabalho de parto e vão precisar ser atendidas. já tivemos reuniões para tentar resolver", afirmou.
Segundo Robson, a população exige serviços melhores e existe uma reclamação da falta de médicos e os médicos reclamam da "falta de boas condições" para o trabalho. "O médico quer é segurança. Não adianta ter salário bom e não ter garantias trabalhistas. Temos uma boa notícia em Brasília, sobre a PEC 454, que está em tramitação e esperamos que passe no congresso, mas o governo federal é contra a carreira de estado".
Ainda foi comentado na entrevista que, a crise aumentou com o lançamento do "Mais Médicos", que tem propostas polêmicas. De acordo com o cirurgião, os médicos não sabem quem são esses cubanos. "A classe médica não é contra o programa, mas é aquela cortina de fumaça que você joga para tentar tirar o aspecto ruim. Quando exigimos os diplomas deles, o Conselho Regional de Medicina recebeu documentos escritos a mão. Se são médicos, não sabemos", falou.
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