Saúde

Carlos Emanuel Melo diz que Martagão busca cobrir 'lacuna' de assistência à transplante infantil

Unidade de saúde pretende, nos próximos dois anos, ter condições para atender as crianças da Bahia que necessitem de fazer o procedimento

[Carlos Emanuel Melo diz que Martagão busca cobrir 'lacuna' de assistência à transplante infantil]
Foto : Alexandre Galvão/ Metropress

Por Juliana Almirante no dia 09 de Dezembro de 2019 ⋅ 12:38

O diretor-presidente da Liga Álvaro Bahia e executivo do Hospital Martagão Gesteira, Carlos Emanuel Melo, disse hoje (9), em entrevista à Rádio Metrópole, que a unidade de saúde pretende, nos próximos dois anos, ter condições para atender as crianças da Bahia que necessitem de fazer transplantes. 

A instituição está em campanha para arrecadar recursos para implantar o setor de transplantes no hospital. Para isso, vai realizar o 4º Jantar do Bem, na quarta-feira (11), na Chácara Baluarte, no Santo Antônio Além do Carmo. As vendas para o evento estão disponíveis no site do Martagão. 

"Nossa pretensão é de que, começando em 2020, em dois anos, a gente consiga dar condições de atender as crianças que o estado da Bahia precisa. Esse é o motivo da mobilização e das campanhas que estamos fazendo", descrevey.

Carlos Emanuel Melo explica, no estado, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento por meio de TFD (Tratamento Fora de Domicilio), no entanto, muitas vezes, os menores precisam se deslocar para São Paulo ou Curitiba para fazer esse tratamento. 

"Teremos a petulância de tentar cobrir uma lacuna assistencial no estado que é cuidar de crianças que precisam de transplantes. Não será um único transplante. Será de fígado, medúla óssea e de rim. Estamos nos preperando para isso há cinco anos. Esse ano conseguimos todas as habilitações. No primeiro semestre, já iniciaremos a realização os nossos transplantes. É mais um desafio", comenta. 

Também presente na entrevista, a presidente de honra da Liga Álvaro Bahia, Rosina Bahia, destacou a importância do hospital para o atendimento à saúde das crianças no estado.

"Estamos em um processo de muito crescimento. Eu, como não faço parte da gestão diretamente, posso elogiar. Lá tudo é feito com transparência, usando meritocracia e sem deixar a humanização. Isso que é importante: cuidar das crianças com amor e encarar a criança como ser especial, que merece atenção e cuidado de todos nós", afirma.

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