Saúde

‘Concorremos com cirurgia e levamos vantagem’, diz José Carlos Brito sobre intervenções cardíacas

Médico cardiologista falou sobre a evolução de procedimentos menos invasivos para o tratamento de doenças cardíacas

[‘Concorremos com cirurgia e levamos vantagem’, diz José Carlos Brito sobre intervenções cardíacas]
Foto : Matheus Simoni/ Metropress

Por Juliana Almirante no dia 06 de Janeiro de 2020 ⋅ 12:32

O médico cardiologista e ex-presidente da Associação Baiana de Medicina José Carlos Brito falou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (6), sobre a evolução de procedimentos menos invasivos para o tratamento de doenças cardíacas.

Ex-secretário municipal da Saúde de Salvador, Brito conta que se formou na Escola Baiana de Medicina e começou a atuar no Hospital Santa Izabel, onde havia uma máquina de cateterismo cardíaco, doado pelo governo alemão, junto com equipe que tinha se especializado em São Paulo.

“Hoje nós concorremos com a cirurgia e levamos grande vantagem, porque os pacientes se sentem muito bem com intervenções percutâneas”, disse.

Segundo ele, um dos principais marcos para o avanço do tratamento se deu com os estudos que identificaram os fatores de risco para doenças coronarianas, principalmente o cigarro. Com isso, a expectativa de vida de vários países aumentou.

“Depois da primeira angioplastia coronária, no final da década de 70, o caminhar da hemodinâmica foi, a cada dez anos, uma grande evolução. Então foi a angioplastia por balão, na década de 80, com os stents convencionais, no início da década de 90, e, em 2000, surgiram os stents farmacológicos, cada um apresentando um avanço em relação a resultados (…) Surgiram outros procedimentos na cardiologia estrutural, que não é na coronária, mas é na válvula. Hoje são vários procedimentos excelentes que substituíram as cirurgias. Por exemplo, a substituição da válvula aórtica”, comentou.

Hoje à frente do setor de hemodinâmica do Hospital Santa Izabel, ele lembra não apenas da importância da tecnologia, mas da equipe técnica da unidade de saúde, que alcançou, no ano passado, a marca de 100 mil atendimentos.

“Então me sinto muito contemplado, do ponto de vista pessoal, em trabalhar e chefiar a hemodinâmica lá, a cardiologia. Isso me dá uma alegria enorme. Em 2018, contemplamos 100 mil procedimentos na hemodinâmica. Hoje já está caminhando para 120 mil, porque são muitos. Fico muito feliz, porque fiz lá o levantamento de que 50% da atividade é do paciente do SUS. Então oferecemos nossa tecnologia ao SUS também. Fico feliz em oferecer ao paciente do SUS uma boa tecnologia”, considera.

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