Saúde

Presidente do Sindimed critica ‘sucateamento’ do Planserv e ‘precarização’ de postos de trabalho

Ana Rita Peixoto diz que o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, recebe a categoria, mas não atende às reivindicações

[Presidente do Sindimed critica ‘sucateamento’ do Planserv e ‘precarização’ de postos de trabalho]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 09 de Março de 2020 ⋅ 09:15

A presidente do Sindicato dos Médicos do estado da Bahia (Sindimed) Ana Rita de Luna Freire Peixoto fez críticas, em entrevista à Rádio Metrópole, ao “sucateamento” do Planserv, o plano de saúde dos servidores estaduais.

Ela diz que o sindicato entrou com uma ação contra o plano, em fevereiro do ano passado, para solicitar a recomposição e revisão dos valores de honorários médicos, que estão congelados, com a tabela mais antiga do ano de 1992.

“Como se isso não bastasse, não existe atualização do rol de cobertura, fazendo com que o usuário, que é o servidor publico do Planserv, não tenha acesso a inúmeros procedimentos de diagnósticos de tratamento mais modernos, porque não houve atualização na tabela, também porque não houve atualização dos tipos de procedimento. Por exemplo, em áreas como urologia, sabemos que não é permitida a cirurgia por via endoscópica pelo Planserv. Então o Planserv está sendo sucateado a cada ano e talvez de uma forma intencional, porque eu só posso pensar nisso”, diz a presidente do sindicato.

Ana Rita Peixoto ainda reclamou da precarização das relações médicas, devido aos contratos feitos pelos governos com as chamadas Organizações Sociais de Saúde (OSS).

“O governo hoje tem precarizado cada vez mais as relações médicas e tem contratado organizações sociais, que contratam médicos por meio de Pessoas Jurídicas, em lugar de fazer concurso. Estamos em uma situação em que até existe uma arquitetura para acabar com o funcionalismo público na Bahia, em especial dentro da área de saúde. Estamos há mais de 10 anos sem concurso. Isso é muito grave porque impacta diretamente tanto nos aposentados quanto nos futuros aposentados, porque diminui a base arrecadatória para a Previdência. E com isso, essa precarização faz com que o médico tenha uma série de inseguranças em relação aos seus vínculos e posto de trabalho”, detalhou.

A presidente do Sindimed afirma que o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, tem recebido a categoria, mas não atende às reivindicações.

“Fabio tem nos recebido, mas não tem aquecido a nenhum dos nossos pleitos. Receber, conversar e não aceitar nenhum dos nossos pleitos, eu não posso dizer que pode ser um bom diálogo. Pior do que a confissão do padre, que ouve e, pelo menos, te dá uma resposta. Mas o fato é que ele não aceitou um dos nossos pleitos, que levamos junto com a Cremeb (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia) e ABM (Associação Bahiana de Medicina), a reposição de cinco anos do salário, para que, pelo menos, fizesse a recomposição dos índices de inflação. Isso não foi aceito. Concurso público ele nem quer ouvir falar. Então fica difícil dizer que existe um diálogo, onde a gente fez propostas e nenhuma delas foi aceita”, declarou.

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