Domingo, 17 de outubro de 2021

Bahia

Operação Faroeste: Maurício Barbosa nega participação em esquema criminoso

Afastado após decisão do STJ, secretário de Segurança Pública diz que irá comprovar sua inocência

Operação Faroeste: Maurício Barbosa nega participação em esquema criminoso

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

Por: Matheus Simoni no dia 14 de dezembro de 2020 às 14:53


O secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, se manifestou após o afastamento determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), depois dele ser acusado de envolvimento no esquema de venda de sentenças por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Em ações deflagradas hoje (14), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do chefe da pasta. Barbosa declarou, em comunicado assinado pelos advogados, que acredita na Justiça e irá provar sua inocência. 

Com aprofundamento das investigações e a deflagração de outras fases da Operação Faroeste pelo MPF, investigadores apontam que foi descoberto também o envolvimento de integrantes do alto escalão e de servidores do Ministério Público do Estado da Bahia, de servidores da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP/BA) e de advogados. Com a decisão, assinada pelo ministro Og Fernandes, o secretário ficará afastado por um ano. 

"A sua história de vida, o seu passado, atestam a sua inocência, além de servirem como respaldo para dirimir quaisquer dúvidas que pudessem pairar sobre a lisura de sua conduta", diz o comunicado, assinado pelos advogados Sérgio Habib e Thales Habib, responsáveis pela defesa de Barbosa." Apesar de encontrar-se extremamente abalado com o ocorrido, e tomando conhecimento da r. decisão que determinou o seu afastamento do cargo de Secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, a qual se submete e cumprirá respeitosamente na sua integralidade, mantém-se confiante em que, o desdobramento das investigações levará, indubitavelmente, a improcedência das suspeitas que pairam neste momento, evitando, assim, prejulgamentos apressados e sem base em fatos verídicos", continua. 

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