
Bahia
Ações da Tronox despencam e lucro da empresa cai em 84%
De acordo com informações do Portal A Tarde, há menos de três meses as ações eram comercializadas por R$ 48,93, mas fecharam o último pregão em R$ 37,60

Foto: Manuela Cavadas/Metropress
A fábrica Tronox, indústria de pigmento de dióxido de titânio (TiO2) instalada na comunidade de Areias, orla de Camaçari, tem registrado quedas nas ações da empresa.
Auto-intitulada como a segunda maior produtora do pigmento do mundo, a Tronox acumula um longo histórico de danos ambientais e é apontada pelos moradores da região como responsável por contaminação da água.
De acordo com o jornalista Alan Rodrigues do portal A Tarde, há menos de três meses as ações eram comercializadas por R$ 48,93, mas fecharam o último pregão em R$ 37,60, uma queda de 23,4%. Os dados estão presentes em um balanço divulgado pela administração da Tronox aos acionistas da empresa.
Nos resultados de 2022, há uma diminuição brusca nas vendas (-12,4%) de pigmento de titânio em relação a 2021, que caiu de 47,8 para 41,8 mil toneladas. O lucro líquido da companhia caiu 75% no mesmo período, diferença que se reflete no Ebitda - índice que determina a divisão de lucros entre os participantes de uma empresa - , com expressiva redução de 84%.
Os rastros deixados pela empresa foram tema do Jornal Metropole e do Prego Metropole. Os danos começaram a ser evidenciados em 2008, com o surgimento de uma mancha amarela de cerca de 2 km de extensão no mar de Jauá. Desde então, os elevados índices de casos de doenças no sangue, câncer, problemas respiratórios e de pele passaram a chamar atenção na comunidade.
A respeito da mancha, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um inquérito, que terminou com a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em 2012. Agora, 11 anos após a assinatura do TAC, o MP-BA voltou ao caso para acompanhar o cumprimento do acordo.
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