Bahia

Professores de Feira suspendem aulas em protesto contra não liberação de recursos

Docentes chegaram a ocupar a prefeitura e reclamam de terem sido trancados; município alega aguardar decisões superiores

[Professores de Feira suspendem aulas em protesto contra não liberação de recursos]
Foto : Reprodução / Facebook

Por Juliana Rodrigues no dia 26 de Setembro de 2018 ⋅ 11:00

Professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana, no centro-norte baiano, protestam contra a decisão da prefeitura de não repassar a verba dos precatórios do Fundef, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. 

As aulas estão suspensas desde ontem (25) e a categoria deve se reunir com representantes da administração municipal hoje (26), por volta das 3h da tarde.

Um grupo de docentes ocupou a sede da prefeitura, por volta das 6h da tarde de ontem, e acabou trancado em uma sala. Em entrevista ao Metro1, a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, Elza Melo, afirmou que os manifestantes ficaram presos por mais de seis horas. 

“Na verdade, eles foram trancados lá, um absurdo mesmo. Foi cortada a energia, ficaram sem sanitário, ficaram lá presos e só saíram de lá meia-noite, com o compromisso de alguns vereadores fazerem a intermediação da negociação junto ao prefeito [Colbert Martins]”, relatou. 

O secretário de Comunicação do município, Valdomiro Silva, afirma que os manifestantes não foram trancados intencionalmente. “O prédio da prefeitura é um imóvel tombado, com vários dispositivos de segurança. Depois do horário de expediente, esses dispositivos são acionados. Salas são fechadas, a iluminação é desligada”, explicou. 

Ainda de acordo com o titular da Secom, embora a administração municipal tenha recebido a verba, que é estimada em R$ 260 milhões, nenhuma medida será tomada enquanto não houver um posicionamento de instâncias superiores. “A prefeitura de Feira não diz que é contra nem a favor do repasse aos professores, mas precisa aguardar uma decisão do TCU e do STF sobre o assunto”, explicou. 

De acordo com a representante da APLB, o movimento não tem previsão de acabar. “A paralisação continua enquanto o prefeito não cumprir a lei da liberação dos recursos. A prefeitura já recebeu a verba, mas o prefeito se recusa a liberar”, apontou.

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