Bahia

ABI e OAB promovem debate com candidatos a prefeito de Salvador: 'Grande celebração da democracia'

Presidente da associação avalia necessidade de reformular forma do eleitor ter conhecimento sobre os candidatos a prefeito da capital baiana

[ABI e OAB promovem debate com candidatos a prefeito de Salvador: 'Grande celebração da democracia']
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 19 de Outubro de 2020 ⋅ 13:31

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI) vai promover, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil/Seção Bahia (OAB-BA), um debate com todos os candidatos a prefeito de Salvador nos primeiros dias de novembro, em data a ser confirmada em reunião com representantes das coligações. A proposta foi organizada na semana passada entre os presidentes das duas entidades, Ernesto Marques e Fabrício Castro, e aprovada na primeira reunião mensal da nova diretoria da ABI na semana passada.

"A OAB é uma parceira estratégica importantíssima para a defesa das bandeiras históricas da própria ABI. Até brincava com Fabrício a partir das pesquisas de Cadena, que é impressionante a presença de bacharéis de Direito ou advogados em nossa profissional", afirmou Ernesto, em entrevista a Mário Kertész na Rádio Metrópole hoje (19). 

Segundo o dirigente, o evento tem como objetivo garantir que a população saiba quem são os candidatos e celebre a democracia. "O objetivo nosso é proporcionar à cidade um momento rico de reflexão, do mais bonito da democracia, que é o contraditório, a exposição das diferenças. A gente nota, com muita preocupação, que nesse momento no país isso vai ficando cada vez mais difícil por conta do clima de ódio e intolerância. As pessoas vão ficando com menos disposição para ouvir quem pensa diferente e estar ao lado de quem pensa diferente. Isso é muito ruim. Já vi muitas amizades se desfazendo e pessoas se distanciando por conta de questões políticas. O objetivo do debate é fazer uma grande celebração da democracia", acrescentou. 

Questionado por MK, Ernesto Marques falou sobre a dinâmica do debate e o que espera do candidato que será confrontado com o contraditório. A expectativa, segundo o presidente da ABI, é que não se repita o formato engessado que é visto na televisão. "Os debates, normalmente, são muito chatos. Você termina criando tanta regra para evitar que tenha isso ou aquilo, fica engessado, quase como uma colagem do programa eleitoral. Ele fala ali o que falaria num ambiente controlado. O prefeito, se fosse apenas ser um bom gestor, poderia escolher por concurso público. Mas prefeitos, prefeitas, governadores, governadoras ou presidentes são, acima de tudo, líderes", disse Marques.

"A capacidade de liderar envolve também essa habilidade de lidar com o inesperado, ouvir coisas que não gostaria de ouvir certas coisas que não gostaria de ouvir e ao mesmo tempo ponderar, refletir e conseguir agir e reagir de uma forma que se espera do ambiente democrático, com respeito ao diferente, tanto nos atos como nas palavras", acrescentou. 

O evento coincidirá com uma homenagem ao ex-presidente da Diretoria Executiva e da Assembleia-geral da ABI, jornalista Samuel Celestino, quando ele receberá a Medalha do Mérito Jornalístico – maior comenda outorgada pela Casa.

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