
Brasil
Fluxo migratório na fronteira com a Venezuela cai no início de 2026
Queda foi superior a 50% em comparação a anos anteriores

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nos primeiros 13 dias de 2026, o fluxo de migrantes e refugiados na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Roraima, diminuiu em comparação ao mesmo período dos anos anteriores, com queda superior a 50%.
Segundo dados apresentados ao ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), foram registradas 1.014 entradas de cidadãos do país vizinho por Pacaraima (RR) em 2026, enquanto em 2025 foram 2.121 pessoas cruzando a fronteira pela cidade. O número ficou em 2.161 em 2024.
Em visita à região, o ministro do MDS, Wellington Dias, disse que a entidade acompanhou a situação desde os primeiros momentos das recentes tensões entre os Estados Unidos e Venezuela, quando uma operação do governo americano capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Segundo ele, “o cenário é de normalidade, tanto no fluxo migratório da Venezuela para o Brasil, como do Brasil para a Venezuela”, avaliou.
Um planejamento estratégico foi montado pela Operação Acolhida — iniciativa que garante assistência aos refugiados e migrantes — mas não precisou ser posto em prática. O coordenador de operações da estratégia, general Santos, avaliou o cenário como de “total tranquilidade, sem nenhuma necessidade de acionar nosso plano.”
Refugiados venezuelanos nos últimos anos
Entre 2019 e 2024, o Brasil recebeu 148 mil venezuelanos, compondo a maioria dos refugiados que vieram para o país no período, totalizando 164 mil pessoas, segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).
O predomínio do país vizinho tem sido uma constante histórica: em 2020, o grupo representava 96% dos 26.577 refugiados. Após uma queda no volume geral em 2021, o Brasil registrou um salto expressivo em 2023, quando 77.193 pessoas obtiveram o status, sendo que 97% foram venezuelanos.
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