
Brasil
Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem em acareação
Vorcaro negou ter informado a origem das carteiras; Paulo Henrique Costa afirmou que foi informado de que elas eram do Master

Foto: Divulgação
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, apresentaram versões contraditórias durante uma acareação realizada no fim de dezembro pela Polícia Federal para apurar a origem das carteiras de crédito vendidas pelo Banco Master ao banco público.
Os vídeos do procedimento foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo portal Poder 360 e, posteriormente, o relator do caso, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou o sigilo depoimentos e autorizou a publicidade dos vídeos dos depoimentos e da acareação no inquérito, mantendo sob sigilo o restante da investigação até manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Vorcaro diz que não sabia que o Master venderia carteiras de crédito da empresa Tirreno mas sim papéis de terceiros, de forma genérica. Segundo ele, o que foi comunicado ao BRB foi apenas a mudança do modelo de negócios, com a venda de carteiras originadas por terceiros. Os papéis da Tirreno foram vendidos e logo em seguida se revelaram desvalorizados.
"Na verdade a gente anunciou que a gente faria vendas naquela ocasião de originadores terceiros. A Tirreno, nem eu mesmo sabia naquela ocasião, se eu não me engano, que existiu o nome Tirreno. Acho que a gente chegou a conversar por algumas vezes, que a gente começaria um novo formato de comercialização, que seria de terceiros, carteiras originadas por terceiros e não mais originação própria", afirmou Vorcaro.
Já Paulo Henrique Costa apresentou outra versão. Ele afirmou que, durante a negociação, a informação recebida pelo BRB era de que se tratava de carteiras originadas pelo Master, que teriam sido vendidas a terceiros e, posteriormente, recompradas e revendidas ao banco público.
“O entendimento que eu coloquei é que eram carteiras originadas pelo Master, negociadas com terceiros, e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente”, afirmou.
Vorcaro rebateu a versão. Ele disse que não havia informação de recompra pelo Master e que as carteiras vinham de originadores que já atuavam no mesmo ambiente de negócios do banco, mas não haviam sido originadas pela instituição.
"Eram carteiras dos mesmos originadores que faziam originação para o Master, mas não especificamente originadas por nós”, declarou.
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