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Ministro afirma que política monetária restritiva pode prejudicar esforço fiscal do governo

Foto: Diogo Zacarias/MF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (6) que a atual taxa de juros no Brasil está em um patamar restritivo e pode comprometer o trabalho fiscal realizado pelo governo federal. A taxa básica de juros está em 15% ao ano. Segundo Haddad, é necessário que as políticas fiscal e monetária atuem de forma alinhada para garantir o equilíbrio da economia.
“Taxa de juros está restritiva em um patamar que pode comprometer, inclusive, o trabalho fiscal. Porque, a partir do momento que a economia começar a desacelerar demais, você vai ter um rebatimento na política fiscal”, destacou o ministro durante um evento do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador.
Haddad ressaltou que está de férias do cargo e afirmou que as declarações não representam oficialmente o Ministério da Fazenda. De acordo com ele, a sinalização feita na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), indicando possibilidade de corte na taxa de juros no próximo encontro, demonstra que o processo de afrouxamento monetário deve ocorrer de forma gradual e consistente.
O ministro também pontuou que apenas os diretores do Banco Central, responsáveis por compor o Copom, possuem acesso completo aos dados econômicos que embasam a decisão sobre a taxa básica. “Quem está naquela cadeira sabe onde está apertando o calo. Tenho dito, desde o ano passado, que eu achava que já era hora de começar a pensar em uma trajetória consistente para não voltar mais. Nós temos de ir para o juro de um dígito e nunca mais pensar em juro de dois dígitos no Brasil”, afirmou.
Em outra ocasião, Haddad já havia declarado que, se ocupasse uma diretoria do Banco Central, teria votado pela redução da taxa de juros.
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