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Após vazamento, Justiça de Minas manda Vale paralisar atividades em Ouro Preto

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Após vazamento, Justiça de Minas manda Vale paralisar atividades em Ouro Preto

Medida foi tomada por riscos ambientais causadas por rejeitos em complexo da mineradora no estado; MP acusa empresa de atraso em comunicar incidente

Após vazamento, Justiça de Minas manda Vale paralisar atividades em Ouro Preto

Foto: Divulgação/Defesa Civil de Minas Gerais

Por: Metro1 no dia 09 de fevereiro de 2026 às 11:36

A Justiça de Minas Gerais determinou a paralisação, com efeito imediato, de todas as atividades da mineradora Vale no Complexo Minerário de Fábrica, na cidade de Ouro Preto, após danos ambientais causados por um vazamento de água e rejeitos ocorrido em 25 de janeiro. A decisão foi assinada na última sexta-feira (6), mas só nesta segunda (09) a informação foi divulgada à imprensa. 

A paralisação foi concedida a pedido do governo estadual e do Ministério Público de Minas Gerais. Pela decisão, as atividades somente poderão ser retomadas quando for comprovada tecnicamente a estabilidade e segurança de todas as estruturas do complexo. Em caso de descumprimento, a Vale fica sujeita a multa diária de R$ 100 mil, até o limite de R$ 10 milhões. 

O vazamento em uma das cavas da mina de Fábrica atingiu cursos d'água responsáveis por alimentar o rio Paraopeba, causando assoreamento de córregos e danos à vegetação, conforme demonstrou o MP de Minas na ação. 

Houve extravasamento de 263 mil metros cúbicos de água turva que continha minério e outros materiais do processo de beneficiamento mineral. Segundo o MP, houve falha no sistema de drenagem do reservatório da mina. O órgão também acusa a Vale de demorar dez horas para comunicar o vazamento para as autoridades, dificultando a resposta da Defesa Civil. 

O material levado pelo vazamento chegou a atingir uma área de outra mineradora - a CSN - provocando danos materiais. Depois, essa lama chegou ao rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana da cidade, antes de se encontrar com o rio Maranhão, já na área central de Congonhas.

O rio Goiabeiras é afluente do rio Maranhão e este, por sua vez, deságua no Paraopeba, o mesmo que passa por Brumadinho e foi atingido pelo rompimento de uma barragem da Vale em 25 de janeiro de 2019, há sete anos.

Em paralelo, o Ministério Público Federal (MPF) também acionou a Justiça e pediu o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão da Vale para garantir a reparação dos danos ambientais e materiais. Até o momento, a Vale não se procunciou publicamente. As informações são da Agência Brasil.