
Brasil
Após morte por intoxicação, delegado diz que academia aplicou dose semanal de cloro em único dia
Além de Juliana, outras seis pessoas passaram mal, sendo que três precisaram ser internadas, incluindo o marido da vítima

Foto: Divulgação/Polícia Civil-SP
O delegado responsável por investigar a morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após uma aula de natação na academia C4 Gym, na Zona Leste de São Paulo, afirmou que a quantidade de cloro utilizada na piscina, em um único dia, correspondia à dose recomendada para uma semana inteira em piscinas do mesmo tamanho.
Além de Juliana, outras seis pessoas passaram mal, sendo que três precisaram ser internadas, incluindo o marido da vítima. A suspeita da polícia é de intoxicação por cloro. O laudo pericial que poderá apontar isso ainda não ficou pronto.
A investigação aponta que a manipulação inadequada do cloro, realizada pelo manobrista do local, que não tem qualificação técnica, gerou a liberação de gases tóxicos. Em depoimento, Severino José da Silva, afirmou que seguia instruções enviadas pelo WhatsApp de um dos sócios da academia. O funcionário não foi responsabilizado pela polícia.
A delegacia indiciou os três sócios da C4 Gym, Cezar Augusto Miguelof Terração e os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz, pelo crime de homicídio doloso eventual, que ocorre quando se assume o risco de matar. Foram solicitadas as prisões temporárias dos acusados, enquanto a academia permanece interditada pela prefeitura.
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