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Governo quer flexibilizar descanso de caminhoneiros na volta para casa, diz ministro dos Transportes

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Governo quer flexibilizar descanso de caminhoneiros na volta para casa, diz ministro dos Transportes

Medida deve ser anunciada ainda esta semana, segundo Renan Filho

Governo quer flexibilizar descanso de caminhoneiros na volta para casa, diz ministro dos Transportes

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 24 de março de 2026 às 14:04

O governo federal deve anunciar ainda nesta semana um conjunto de medidas voltadas aos caminhoneiros autônomos, com destaque para a flexibilização do tempo de descanso obrigatório durante o retorno para casa após a realização de fretes.

A proposta foi apresentada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, nesta terça-feira (24), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo ele, a ideia é permitir, em caráter excepcional, que o motorista não precise interromper a viagem quando estiver próximo de chegar em casa.

De acordo com o ministro, o formato da medida ainda está em definição e pode ser implementado por meio de medida provisória ou a partir de entendimento com o Judiciário, com apoio da Advocacia-Geral da União (AGU).

Renan Filho destacou que o descanso dos caminhoneiros é uma conquista importante da categoria, pois garante segurança e condições adequadas de trabalho. No entanto, argumenta que a regra atual pode gerar situações consideradas desnecessárias.

“Não faz sentido obrigar uma parada quando o motorista está a poucas horas de casa”, afirmou.

Além disso, o governo também reforçou a importância da política de frete mínimo. A tabela com valores obrigatórios segue sendo atualizada conforme o preço dos combustíveis, com o objetivo de assegurar remuneração justa aos profissionais.

Para ampliar o controle, será exigida a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes do início dos serviços. A fiscalização será feita de forma eletrônica, com uso de inteligência artificial para impedir pagamentos abaixo do mínimo estabelecido.

Por fim, o ministro comentou a proposta do governo federal de reduzir o ICMS sobre combustíveis, medida que depende da adesão dos estados. Segundo ele, há diálogo em andamento para conter os impactos da alta internacional dos preços.