
Brasil
IBGE atualiza limites de 784 municípios e reduz área oficial do Brasil
Revisão territorial atinge cidades em 13 estados e inclui mudanças de nomes em três municípios

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) oficializou a atualização dos limites territoriais de 784 municípios brasileiros entre maio de 2024 e abril de 2025, nesta segunda-feira (30). As alterações atingem cidades distribuídas em 13 estados.
Segundo o órgão, a revisão faz parte de sua missão institucional de manter atualizados os mapas oficiais do país, incorporando mudanças legais, decisões judiciais e avanços cartográficos.
Com a atualização, a área territorial oficial do Brasil passou a ser de 8.509.360,850 km², uma redução de 18,726 km² em relação ao dado divulgado em 2024. Apesar das mudanças nos limites, o país mantém o mesmo número de municípios: 5.569, além do Distrito Federal, Brasília, e do distrito estadual de Fernando de Noronha.
Entre as cidades que tiveram seus territórios ajustados estão Petrolina, Ouro Preto, Itapemirim, além de diversos municípios paulistas, como Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo.
Os estados com maior número de municípios impactados são Paraná (399), São Paulo (173) e Amazonas (62), seguidos por Piauí, Minas Gerais e Bahia.
De acordo com o gerente da Divisão Territorial Brasileira do IBGE, José Henrique da Silva, o volume de revisões em 2025 foi especialmente elevado no Amazonas e no Paraná, onde praticamente todos os limites passaram por atualização, seja por revisão técnica ou por uso de dados cartográficos mais precisos.
O instituto destacou ainda que mantém acordos de cooperação com estados e assembleias legislativas para aprimorar continuamente a definição dos limites territoriais, com apoio de novas tecnologias de georreferenciamento.
Mudanças de nomes
Além das alterações territoriais, três municípios tiveram a grafia oficial modificada. Em Roraima, São Luiz passou a se chamar São Luiz do Anauá. Já no Rio Grande do Norte, Açu teve o nome ajustado para Assú, e Arês passou a ser grafado como Arez.
Segundo o IBGE, essas mudanças ocorrem com base em novas leis estaduais ou revisões documentais, sempre com aprovação dos governos locais antes de serem incorporadas aos registros oficiais.
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