
Brasil
Galípolo diz que sigilo sobre Banco Master é regra
Presidente afirma à CPI que padronização busca evitar questionamentos judiciais e garantir segurança jurídica

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou que o sigilo de oito anos imposto sobre documentos relacionados à liquidação do Banco Master é regra e não representa uma medida excepcional.
Durante depoimento à CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira (8), no Senado, Galípolo explicou que a decisão segue normas internas em vigor desde 2018, período em que a instituição era comandada por Ilan Goldfajn. “Antes, eram dez anos para todos os bancos. Agora, são dez anos para bancos maiores e oito para bancos menores”, disse.
Segundo ele, a manutenção do sigilo até 2033 segue o mesmo padrão aplicado em outros casos de intervenção recente no sistema financeiro. “De 2018 para cá, todas as 16 resoluções que existiram seguiram estritamente esta regra”, afirmou, acrescentando que não cabe à atual gestão descumprir a norma vigente. “Quem tem poder de mudá-la que o faça.”
Galípolo destacou ainda que a padronização das decisões tem como objetivo evitar questionamentos sobre a legalidade das liquidações e possíveis ações judiciais de reparação. De acordo com ele, o Banco Central e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ainda enfrentam processos relacionados a intervenções ocorridas há décadas.
“Estamos respondendo a pedidos de indenização bilionários dos acionistas destes bancos [liquidados]”, afirmou. “Por isso, entendemos ser fundamental seguir o rito o mais estritamente possível, justamente para evitar dar subsídios a questionamentos.”
Outro ponto destacado por ele foi que as circunstâncias dificultaram que o Banco Central verificasse de imediato a prática de favorecimento de seus servidores com o Banco Master.
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