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ONG ligada a filme sobre Bolsonaro apresentou R$ 16,5 milhões em notas irregulares em contrato de wi-fi em SP

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ONG ligada a filme sobre Bolsonaro apresentou R$ 16,5 milhões em notas irregulares em contrato de wi-fi em SP

Ministério Público investiga uso de notas canceladas e recibos sem valor fiscal em contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo

ONG ligada a filme sobre Bolsonaro apresentou R$ 16,5 milhões em notas irregulares em contrato de wi-fi em SP

Por: Metro1 no dia 20 de maio de 2026 às 15:41

A ONG Instituto Conhecer Brasil, investigada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, apresentou ao menos R$ 16,5 milhões em documentos fiscais irregulares para justificar despesas de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de wi-fi gratuito em comunidades da capital.

A entidade é comandada pela empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável por um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo levantamento do g1, a prestação de contas inclui notas fiscais canceladas, recibos sem validade fiscal e até documentos emitidos pelo próprio instituto para ele mesmo.

Entre as irregularidades apontadas estão notas canceladas que continuaram sendo usadas na prestação de contas e faturas sem recolhimento de impostos para justificar despesas milionárias. Em um dos casos, uma empresa apresentou uma nota de R$ 2 milhões que havia sido cancelada no sistema da Prefeitura de São Paulo no mesmo dia da emissão.

A área técnica da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia também identificou pagamentos em duplicidade e apontou que o instituto não poderia emitir notas fiscais para si próprio. Apesar das ressalvas, a prefeitura aprovou a prestação de contas após a devolução de cerca de R$ 930 mil aos cofres públicos.

O contrato previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi até junho de 2025, mas, até agora, cerca de 3.200 foram entregues. O Ministério Público investiga possíveis irregularidades na contratação da ONG, incluindo suspeitas de direcionamento no chamamento público e repasses antecipados por serviços ainda não executados.