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Influenciadora Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC; entenda

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Influenciadora Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC; entenda

Operação também teve como alvos familiares de Marcola e operadores financeiros da facção

Influenciadora Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC; entenda

Foto: Reprodução/Redes sociais

Por: Metro1 no dia 21 de maio de 2026 às 09:16

Atualizado: no dia 21 de maio de 2026 às 09:24

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação também teve como alvos familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como chefe da facção criminosa. As informações são do g1.

Investigação aponta uso de transportadora

Segundo as investigações, o grupo utilizava uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, para movimentar recursos da organização criminosa e dificultar o rastreamento do dinheiro. De acordo com os investigadores, contas ligadas a Deolane teriam recebido parte desses valores.

Além da influenciadora, a operação prendeu Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do esquema, e teve mandados contra outros parentes de Marcola. A Justiça também determinou buscas e apreensões em imóveis ligados aos investigados e o bloqueio de bens e contas bancárias.

Depósitos e movimentações financeiras

A apuração aponta que Deolane recebeu depósitos fracionados entre 2018 e 2021, prática conhecida como “smurfing”, usada para dificultar a identificação da origem do dinheiro. Segundo a investigação, mais de R$ 1 milhão foi movimentado em contas pessoais da influenciadora nesse período.

Os investigadores também identificaram transferências para empresas ligadas a Deolane e movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada. Para a Polícia Civil e o MP, a estrutura empresarial e o patrimônio dos investigados eram usados para dar aparência de legalidade aos recursos.

Operação teve origem em 2019

A investigação começou em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material levou os investigadores a identificar uma suposta rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC e ao uso de empresas de fachada.

Com o avanço das apurações, a polícia encontrou mensagens, registros financeiros e documentos que indicariam a atuação de operadores responsáveis por movimentar recursos da facção. Parte do material foi localizada em celulares e equipamentos apreendidos durante outras fases da investigação.

Justiça cita risco de fuga

Ao autorizar as prisões, a Justiça de São Paulo apontou risco de destruição de provas, ocultação de patrimônio e interferência nas investigações. A decisão também menciona a atuação contínua do grupo e a possibilidade de fuga de investigados que estariam fora do país.

A defesa de Deolane informou que ainda estava tomando conhecimento do caso. Já os advogados de outros investigados também disseram que iriam analisar a decisão judicial e os detalhes da operação.