
Brasil
Flávio Bolsonaro critica Moraes e diz que não vai "abaixar a cabeça para tirano"
Senador e pré-candidato à Presidência fez críticas ao ministro do STF durante evento no Espírito Santo, um dia após novas restrições impostas a Jair Bolsonaro

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado (18), durante um evento do PL no Espírito Santo. Em discurso, o parlamentar afirmou que não vai "abaixar a cabeça para tirano nenhum", em referência às decisões judiciais envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi feita um dia após Moraes determinar novas restrições ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar. Entre as medidas, está a suspensão, por 30 dias, do direito de Bolsonaro receber visitas, inclusive de familiares, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. Também foram proibidas visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro e a divulgação de manifestações político-eleitorais, inclusive por terceiros.
Durante o lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado, Flávio afirmou que continuará atuando de forma equilibrada, mas criticou o que classificou como concentração de poder.
"Eu não vou abaixar a cabeça para tirano nenhum. Eu sou conhecido na política como uma pessoa centrada, ponderada, alguém que busca sempre construir pontes. Mas entendam que, quando um tirano vai se autoconcedendo poder, não tem nada que vá fazer ele devolver esse poder para o povo, a não ser que todos voltem a cumprir a Constituição", declarou.
No caso de Flávio Bolsonaro, permanece em vigor a decisão que o impede de visitar o pai por 90 dias. A restrição foi mantida após o senador, inscrito como advogado de Jair Bolsonaro, divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.
Críticas a Moraes
Em outro momento do discurso, Flávio afirmou que não busca vingança e disse rezar para que Alexandre de Moraes tenha sua "alma resgatada". O senador também questionou supostos benefícios financeiros ligados ao ministro e voltou a cobrar investigações, sem apresentar provas para as acusações.
O parlamentar ainda reafirmou que, caso seja eleito presidente, pretende conceder anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e afirmou que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado dessas pessoas.
Além disso, Flávio declarou que, em um eventual governo, dará mais autonomia à Polícia Federal para conduzir investigações, afirmando que os agentes voltarão a atuar com independência e foco no combate ao crime.
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