Sábado, 18 de julho de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Brasil

/

TJ de São Paulo nega novo pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra, confirma defesa

Brasil

TJ de São Paulo nega novo pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra, confirma defesa

Influenciadora e advogada segue presa após decisão da Justiça paulista; defesa afirma que continuará recorrendo e questiona as condições da cela

TJ de São Paulo nega novo pedido de habeas corpus de Deolane Bezerra, confirma defesa

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 18 de julho de 2026 às 14:45

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra teve mais um pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A informação foi confirmada neste sábado (18) por sua equipe de defesa, que informou ter recebido a decisão "com serenidade", mas disse que continuará recorrendo.

Segundo os advogados, o habeas corpus buscava assegurar que Deolane permanecesse custodiada em uma Sala de Estado-Maior ou em instalações compatíveis com as prerrogativas garantidas pelo Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A defesa afirma que duas inspeções realizadas pela OAB constataram que a cela onde a influenciadora está presa não atende aos requisitos previstos na legislação.

Em nota, os advogados disseram respeitar a decisão do TJSP, mas destacaram que não concordam com o entendimento da Corte.

"Respeitamos a decisão do TJSP, mas não nos conformamos e seguiremos lutando pela defesa da prerrogativa e da liberdade", afirmou a defesa.

Os representantes de Deolane também ressaltaram que a influenciadora sempre esteve à disposição da Justiça e continuará colaborando com as investigações. Além disso, declararam confiar que a inocência dela será demonstrada ao longo do processo.

Prisão e investigação

Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em conjunto com a Polícia Civil.

De acordo com as investigações, o grupo investigado teria utilizado empresas e terceiros para ocultar patrimônio e movimentar recursos supostamente ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

As apurações tiveram início em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo os investigadores, o material continha ordens internas da organização criminosa, registros de movimentações financeiras e indícios de ligações entre integrantes da cúpula da facção.