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Taxa de desemprego deve demorar a cair no Brasil, aponta Ipea

Dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que mesmo com a retomada do nível de atividade econômica no país, ainda não se pode falar em tendência a uma queda da taxa de desemprego.[Leia mais...]

[Taxa de desemprego deve demorar a cair no Brasil, aponta Ipea]
Foto : Agência Brasil

Por Paloma Morais no dia 31 de Outubro de 2017 ⋅ 16:25

Dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que mesmo com a retomada do nível de atividade econômica no país, ainda não se pode falar em tendência a uma queda da taxa de desemprego.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a taxa de pessoas desocupadas no trimestre encerrado em setembro, atingiu o índice mais baixo do ano, de 12,4%, o que aquivale a um recuo de 0,6 pontos percentuais (p.p.) em comparação com o segundo trimestre, terminado em junho. Porém, conforme a 63ª edição do Boletim Mercado de Trabalho, do Ipea, essa redução do desemprego ainda não pode ser considerada. Isso porque, de acordo com o órgão, a maior oferta de trabalho está concentrada no setor informal. E, além disso, é considerado normal que reflexões dos efeitos da recuperação econômica demorem a ser percebidas no mercado de trabalho.

Baseado na taxa média de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, o boletim do Ipea mostra que a taxa de desemprego aumentou 2,3 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2017, se comparado ao mesmo período de 2016, saindo de uma média de 11,1% para 13,4%. Os jovens entre 14 e 24 anos são os que mais sofrem com o desemprego, com taxa de desocupação de 30,4% no primeiro semestre deste ano, um aumento de 3,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2016.

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