
Brasil
Mineradora Samarco faz acordo de R$ 1 bilhão com MP para medidas emergenciais
Um termo de compromisso preliminar entre o Ministério Público Federal (MPF) e a mineradora Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, para o pagamento de uma caução socioambiental de R$ 1 bilhão foi firmado nesta segunda-feira (16), de acordo com Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). A primeira parte da quantia estabelecida deve ser paga dentro de 10 dias. O dinheiro será usado na execução de medidas preventivas emergenciais. [Leia mais...]

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
Um termo de compromisso preliminar entre o Ministério Público Federal (MPF) e a mineradora Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, para o pagamento de uma caução socioambiental de R$ 1 bilhão foi firmado nesta segunda-feira (16), de acordo com Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). De acordo com o MP, o compromisso foi assinado em Belo Horizonte na sede do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais do Ministério Público (Nucam). O valor estabelecido, de forma preliminar, pretende cobrir partes dos danos provocados pelo rompimento de duas barragens da Samarco na região de Mariana, no último dia 5 de novembro, quando provocou um “tsunami” de lama que destruiu o distrito de Bento Rodrigues e outros distritos da região central de Minas Gerais. Ainda segundo o órgão, a primeira parte da quantia estabelecida, R$ 500 milhões, deve ser paga dentro de 10 dias. O dinheiro será usado na execução de medidas preventivas emergenciais, de contenção de danos e também para começar a solucionar problemas causados pelo rompimento das barragens.
A lama atingiu ainda o Rio Doce, provocando a morte de peixes e prejudicando o abastecimento de água em cidades banhadas pelo rio. Doze pessoas continuam desaparecidas, segundo o último balanço desta segunda. Nove são funcionários da Samarco e três moradores de Bento Rodrigues. Além disso, quatro corpos ainda aguardam identificação e mortos já foram identificados. A tragédia é considerada como o maior acidente ambiental do país e um dos maiores do mundo no setor de mineração.
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