Sexta-feira, 18 de junho de 2021

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Deputada critica nota pública do Atakarejo: "só se posicionaram depois de uma semana"

"Deveria ter sido primeira ação”, disse Olívia Santana (PCdoB), integrante da AL-BA, que acompanha caso de assassinatos de tio e sobrinho após furto de carne

Deputada critica nota pública do Atakarejo: "só se posicionaram depois de uma semana"

Foto: Reprodução

Por: Adele Robichez / André Uzêda no dia 07 de maio de 2021 às 10:35

A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) criticou a demora do supermercado Atakarejo em se manifestar sobre os assassinatos de Bruno Barros e Yan Barros, tio e sobrinho. Eles teriam sido entregues por seguranças do estabelecimentos à traficantes da região, após terem sido flagrados furtando carne. Olívia integra a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) que acompanha o caso. 
 
“O Atakarejo, depois de mais de uma semana, resolveu colocar uma nota pública se solidarizando com a perda da família e se defendendo. Foi a repercussão do caso que motivou a atitude, que deveria ter sido a primeira ação”, disse a deputada. 
 
Na última quinta-feira (6), a assessoria do supermercado Atakarejo emitiu nota prestando "total solidariedade às famílias das vítimas de violência no Nordeste de Amaralina". Na nota, diz ainda que "a empresa vem colaborando com as autoridades policiais" e que abriu "sindicância interna que decidiu pelo afastamento dos seguranças". 

A nota foi veiculada em diversos meios de comunicação do estado, inclusive na Rádio Metropole.

O caso aconteceu no dia 26 de abril. Os dois parentes foram encontrados mortos com sinais de tortura. A Assembleia Legislativa vem monitorando a investigação do caso.
 
“A gente teve uma audiência com o Ministério Público (MP), com a Dra. Norma Angélica [procuradora-geral de Justiça da Bahia], os promotores e outros procuradores envolvidos no caso. Fomos cobrar justiça, inclusive no que diz respeito à empresa. Não podemos achar que se resolve só com a prisão dos executores diretos”, reforçou Olívia.

Leia a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL DO ATAKAREJO - RESPEITO AS PESSOAS

A Rede Atakarejo repudia o fato ocorrido e manifesta total solidariedade às famílias das vítimas de violência no Nordeste de Amaralina, em Salvador.

Desde o início, a empresa vem colaborando com as autoridades policiais. O Atakarejo informa que foi aberta sindicância interna que decidiu pelo afastamento dos seguranças até que os fatos sejam devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes.

Sempre norteado por ideais de justiça, responsabilidade e total transparência, o Atakarejo é uma empresa que atua na Bahia há 26 anos, com 23 lojas, gerando 6.300 empregos diretos e tem a honra de abastecer as casas e negócios dos baianos.

A empresa reafirma o compromisso com o seu código de ética e conduta e que jamais irá tolerar qualquer ato de violência.

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