Segunda-feira, 02 de agosto de 2021

Cidade

Próximo de finalizar grupos prioritários, prefeito critica modelo: "Perdemos mais tempo conferindo lista do que aplicando vacina"

Bruno Reis (DEM) ainda afirmou que possibilidade de ampliar reabertura vai depender do comportamento da população em junho

Próximo de finalizar grupos prioritários, prefeito critica modelo: "Perdemos mais tempo conferindo lista do que aplicando vacina"

Foto: Valter Pontes / Secom

Por: Juliana Rodrigues no dia 14 de junho de 2021 às 12:39

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), reforçou a intenção de concluir a imunização contra a Covid-19 dos grupos prioritários na capital baiana até esta quarta-feira (16), seguindo com a vacinação exclusivamente por faixa etária a partir da quinta-feira (17).

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (14) para lançamento do programa Viva Cultura, o prefeito disse que acompanha as manifestações de categorias profissionais, como bancários e trabalhadores de supermercado, mas voltou a defender a idade como critério mais justo.

"Vamos fazer um mutirão de todos os públicos prioritários na quarta-feira e cumprir todas as determinações que temos que seguir. Na quinta-feira a gente já viria no mutirão por idade. Óbvio que se alguém não se vacinar na quarta e vier de outros públicos, pode se vacinar, mas a prioridade é por idade. Sobre o pessoal dos mercados e dos bancários, não depende do prefeito. Eu vejo os questionamentos nas redes sociais, um público se achando prioritário em relação ao outro. Ficamos com as obrigações sem o poder de decisão. Temos quatro tipos de vacinas, vai chegar mais um, a gestão disso é complicada. Fazer lista, conferir lista. Perdemos mais tempo conferindo lista do que aplicando a vacina", afirmou o prefeito.

Segundo Bruno Reis, a capital tem 46% do público-alvo vacinado com a primeira dose e quase 20% recebeu as duas doses. A chegada das 90 mil doses da vacina da Janssen, de dose única, possibilitará um avanço ainda maior na campanha de imunização, além da inclusão de 6 mil pessoas em situação de rua, a partir de quarta-feira.

"Temos os consultórios nas ruas que vão fazer essa vacinação. Nós vamos onde eles estão. Como a vacina da Janssen é dose única, facilita o processo. Com certeza teríamos uma dificuldade maior para aplicar uma segunda dose de outra vacina", afirmou.

O prefeito ainda alfinetou o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que prometeu vacinar todo público alvo (até 18 anos) do estado até o dia 15 de setembro. De acordo com Reis, é impossível fazer estes prognósticos de forma tão exata e calculada. "Quem está estabelecendo prazo esta fazendo futurologia", disse o gestor soteropolitano.

Reis disse considerar "controlada" a situação da pandemia na capital e pontuou que há a possibilidade de ampliação da reabertura das atividades a partir da segunda semana de julho. Ele ressaltou, no entanto, que isso vai depender do comportamento da população durante o mês de junho, em meio aos feriados prolongados. "Os números estão em queda, mas não posso deixar de expressar uma preocupação com os sucessivos eventos que temos agora em junho e julho. Tivemos Corpus Christi, Dia dos Namorados, Santo Antônio, teremos São João, São Pedro e 2 de Julho. Há uma preocupação em relação ao que esses eventos podem provocar. Esse mês pode ser o último mês de sacrifício que tenhamos que fazer, pode ser decisivo. Se respeitarmos o isolamento social e seguirmos o protocolo, em julho podemos dar passos largos para estarmos livres da pandemia. Mas é preciso que façamos nossa parte", afirmou.

Ainda de acordo com o prefeito, a terceira edição do programa Viva Cultura, lançada nesta segunda-feira, é a oportunidade de dar mais um apoio para o setor cultural em meio à pandemia, por ser "o único que ainda não pôde voltar". Segundo Bruno Reis, a cidade está abrindo mão de mais de R$ 3 milhões em impostos no programa, que permite que empresas patrocinem projetos culturais em troca de isenção no Imposto Sobre Serviços (ISS) e no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). "Tenho colocado de forma clara nas coletivas a dificuldade que a prefeitura vive devido ao investimento na saúde, recursos para o transporte público, mas em nenhum momento descuidamos das outras ações da cidade", concluiu.

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