Terça-feira, 25 de janeiro de 2022

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Tutora de cachorro denuncia maus tratos no mesmo resort onde coelho foi encontrado morto

Caso aconteceu durante viagem de Réveillon, em dezembro de 2020

Tutora de cachorro denuncia maus tratos no mesmo resort onde coelho foi encontrado morto

Foto: Acervo Pessoal

Por: Gabriel Amorim no dia 30 de novembro de 2021 às 11:04

A morte da coelha Nicinha, em um hotel pet em Lauro de Freitas, não é a única denúncia de negligência e maus tratos que o resort Jacks Pet Resort acumula. A tutora Monna Almeida, de 31 anos, viveu dias de apreensão quando precisou deixar seu cachorro Bud, da raça Pit Bull, aos cuidados do lugar, para uma viagem de Réveillon, em dezembro do ano passado. 

Bud teve a orelha rasgada em uma brincadeira com outro cachorro e a tutora conta que não recebeu qualquer apoio do estabelecimento. “A única resposta que eu recebi foi: é como deixar o filho na escola e voltar para buscar, acidentes acontecem”, relata a tutora.

A hospedagem contratada para Bud deveria durar oito dias, entre os dias 27 de dezembro de 2020 a 3 de janeiro de 2021, enquanto a tutora visitava a família no interior. A hospedagem, no entanto, precisou ser encurtada quando o cachorro sofreu o acidente na orelha. 

Na época, o local ainda se chamava SmartPet - a mudança de nome teria acontecido depois da repercussão do caso de morte de um cachorro no local. A tutora de Bud conta que foi contada por mensagem durante sua viagem com a informação de que seu cachorro teria tido a orelha arranhada durante uma brincadeira com outros animais. “Eles disseram que um outro cachorro tinha passado o dente na orelha dele durante uma brincadeira e tinha arranhado. Só no outro dia que me mandou uma foto onde dava pra ver o rasgo na orelha”, explica.

Monna conta que foi atendida por Jéssica Gaspar, uma das sócias do lugar, que afirmou que teria colocado um curativo na orelha de Bud. O animal teria arrancado a proteção o que piorou o estado do machucado. Segundo a tutora, a cuidadora afirmou que buscaria atendimento veterinário somente no dia seguinte, "já que era Réveillon", teria dito. 

Após o atendimento médico dado pela clínica parceira do hotel, a tutora recebeu uma lista de medicamentos e a informação de que seria necessário apenas um curativo. 

Desconfiada de que o machucado precisaria de intervenção cirúrgica, Monna resolveu antecipar seu retorno à capital e levou Bud a uma veterinária de confiança que confirmou a necessidade da cirurgia. No total, o animal passou por dois procedimentos cirúrgicos e precisou de medicamentos e de mais de quinze dias de uso do colar elizabetano (foto) para se recuperar. Os custos com o tratamento ultrapassaram R$ 350 e a tutora alega não ter tido qualquer apoio do hotel; “Eles vieram me procurar para saber se eu tinha feito o pagamento dos dias em que ele ficou hospedado lá. Quem foi falar de um apoio em relação à recuperação dele fui eu. Tive zero assistência’, conta.

Após o ocorrido, a tutora diz ter ficado sabendo de outros casos de negligência no local e decidiu ir diminuindo as idas de seu animal até retirar Bud da creche que funcionava no lugar. “Sou sempre pelo correto. Temos que fazer algo agora, se não teremos milhares de outras mortes”, defende.

O Metro1 tem tentando contato com a Jacks Pet Resort desde a publicação da primeira reportagem sobre a morte do coelho Nicinha. Nenhuma das ligações ou mensagens de texto foram respondidas até o momento. Jéssica Gaspar, uma das sócias do estabelecimento, chegou a responder em suas redes sociais sobre a morte de Nicinha.

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