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Diretor executivo da União dos Compositores fala sobre direitos autorais

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Diretor executivo da União dos Compositores fala sobre direitos autorais

O diretor executivo da União Brasileira de Compositores (UBC), Marcelo Castello Branco, esteve presente nesta segunda-feira (16), no programa Roda Baiana da Rádio Metrópole, e comentou os direitos autorais da música na tecnologia. Para ele, fazer parte dessa associação é de uma responsabilidade muito grande. [Leia mais...]

Diretor executivo da União dos Compositores fala sobre direitos autorais

Foto: Tácio Moreira/ Metropress

Por: Jessica Galvão e Gabriel Nascimento no dia 16 de maio de 2016 às 14:11

O diretor executivo da União Brasileira de Compositores (UBC), Marcelo Castello Branco, esteve presente nesta segunda-feira (16), no programa Roda Baiana da Rádio Metrópole, e comentou os direitos autorais da música na tecnologia. Para ele, fazer parte dessa associação é de uma responsabilidade muito grande.

"A UBC é uma sociedade sem fins lucrativos criada pelos próprios autores em 1942. Talvez ela seja a única sociedade brasileira o tempo todo de autores e dirigida por autores. É a maior sociedade no Brasil, hoje responde por 45% da arrecadação do ECAD [Escritório Central de Arrecadação e Distribuição]. Posso dizer que é a que tem mais respeito no exterior. Temos acordos bilaterais com as maiores sociedades do mundo. A representatividade se reflete no prestígio que ela tem internacionalmente. Levamos muito a sério. Temos no Brasil cerca de 19 mil titulares. É impressionante a capilaridade de distribuição. É uma responsabilidade muito grande.", falou.

Durante a ocasião, Marcelo Castello Branco, comentou o mundo digital, em relação ao compartilhamento e downloads gratuitos de músicas pela internet. "É um mundo novo, onde o conteúdo passou para as mãos da tecnologia. Acho que aos poucos vai voltar aos donos de conteúdo. Era necessário essa intervenção de quem domina a tecnologia, porque os donos de conteúdo não acharam as soluções antes, a gente estava envolvido em seus próprios problemas, e talvez não fizemos as devidas autocríticas, e vir alguém de fora propor um jogo diferente, que demorou muito pra se consolidar, eu acho que agora, quando você olha para os últimos 10 anos, é o melhor momento de uma nova distribuição do canal da música. Todo mundo tem que se adequar e jogar a bola pra frente, parar de reclamar, parar de ser nostálgico e ver de que maneira você vai trabalhar com essa tecnologia pra atender e remunerar devidamente, esses cantores, esses autores, esses jogadores", disse.

Para o diretor executivo, o autor passa a ser o dono do seu conteúdo, muito mais apropriado. "De uma posição de coadjuvante, as vezes até confortável, eventualmente muito bem remunerado. Ele passa a ser um protagonista, ele [o artista] passa a ser um gestor do próprio trabalho, isso dá mais trabalho do que antes. Cada um de nós, principalmente o artista, é o veículo do seu próprio trabalho. Você 24 horas por dia está gerindo seu trabalho", disse Marcelo.