Quarta-feira, 25 de março de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Cidade

/

Análise descarta contaminação no mar de São Tomé de Paripe

Cidade

Análise descarta contaminação no mar de São Tomé de Paripe

Testes apontam água dentro dos padrões; Inema mantém área isolada e segue com investigações

Análise descarta contaminação no mar de São Tomé de Paripe

Foto: Reprodução/Expedia

Por: Metro1 no dia 25 de março de 2026 às 14:14

Atualizado: no dia 25 de março de 2026 às 14:26

Uma análise da água do mar realizada na região de São Tomé de Paripe, em Salvador, não identificou contaminação, segundo informou o Terminal Itapuã. De acordo com a empresa, os testes laboratoriais também incluíram sedimentos marinhos e foram conduzidos por um laboratório credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

As coletas foram feitas em 13 pontos, com amostras em duas profundidades, abrangendo o trecho entre o fundo do píer e do terminal da Gerdau até áreas próximas ao terminal de passageiros de São Tomé de Paripe. Ainda segundo o Terminal Itapuã, os resultados estão dentro dos padrões estabelecidos pela legislação ambiental vigente, como a Resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Apesar disso, a empresa destacou a necessidade de apuração sobre atividades anteriores na área. O terminal pertence à Gerdau, que operou no local entre 1989 e 2022 com diferentes substâncias. Entre elas, o cobre é apontado como possível causa das manchas azuladas observadas na região.

O monitoramento é acompanhado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que mantém restrições de acesso em um trecho da praia e do mar nas proximidades do terminal. O órgão informou que o caso segue em investigação, incluindo a análise de operações atuais e passadas, e reforçou a importância de a população seguir as orientações oficiais.

Em meio à apuração, a Intermarítima Portos e Logística afirmou ter recebido com surpresa a decisão do Inema de interditar temporariamente o Terminal Itapuã. Segundo a companhia, não há indícios de que suas operações tenham relação com o material de coloração azul e verde encontrado na faixa de areia. 

Na Metropole, o gerente de Sustentabilidade, Leon Piton, disse que o órgão ambiental não identificou irregularidades operacionais nem problemas nas licenças ambientais, além de não ter encontrado registro de movimentação de produtos químicos perigosos. A empresa sustenta que os monitoramentos periódicos da água não apontaram contaminação e que a origem do problema pode estar ligada a fatores externos ou a atividades anteriores. A companhia afirma ainda que seguirá colaborando com as investigações.

O próprio Inema já havia informado anteriormente a identificação de substâncias em amostras coletadas na área. Segundo o órgão, análises preliminares detectaram altas concentrações de nitrato e cobre em líquidos encontrados no sedimento arenoso da praia. O caso passou a ser investigado após vídeos divulgados nas redes sociais mostrarem líquidos de coloração azul e amarela na areia.