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Justiça condena grupo que enviava drogas para a Europa pelo Porto de Salvador

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Justiça condena grupo que enviava drogas para a Europa pelo Porto de Salvador

Condenados utilizavam informações internas, veículos clonados e lacres falsificados para burlar a fiscalização

Justiça condena grupo que enviava drogas para a Europa pelo Porto de Salvador

Foto: Ricardo Prado - Metropress

Por: Metro1 no dia 25 de junho de 2026 às 11:59

Seis integrantes de uma organização criminosa foram condenados pela Justiça Federal por participação em um esquema de tráfico internacional de drogas que utilizava o Porto de Salvador como ponto de envio de entorpecentes para a Europa. As penas variam entre 12 anos e 3 meses e 20 anos, 8 meses e 7 dias de prisão, todas em regime fechado, além do pagamento de multas.

A investigação foi conduzida pela Polícia Federal durante a Operação Descontaminação e resultou em denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal à 2ª Vara Federal. Os réus foram responsabilizados por crimes como tráfico internacional de drogas, organização criminosa, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público. Ainda cabe recurso da decisão.

De acordo com o MPF, o grupo utilizava o método conhecido como “rip-on/rip-off”, onde as drogas são escondidas dentro de contêineres pertencentes a empresas exportadoras sem o conhecimento dos proprietários da carga. O objetivo era utilizar a estrutura portuária da capital baiana para transportar cocaína a destinos como Holanda, Bélgica e Espanha.

As investigações apontaram que o esquema contava com uma estrutura organizada e divisão de funções. Os funcionários do terminal portuário forneciam informações internas sobre cargas e embarques, permitindo a escolha de contêineres posicionados em áreas com menor monitoramento por câmeras. Para acessar o porto, os criminosos utilizavam veículos clonados com identificação de empresas autorizadas a operar no local, além de contar com apoio logístico e uso de lacres falsificados.

Segundo o MPF, o grupo também cooptava profissionais que atuavam no terminal. Os vigilantes eram corrompidos para facilitar o acesso às áreas restritas, enquanto técnicos de refrigeração provocavam defeitos em contêineres para justificar intervenções de manutenção. Após a inserção da droga, os lacres originais eram substituídos por réplicas produzidas com tecnologia a laser, mantendo a mesma numeração e dificultando a identificação da fraude até a chegada da carga ao exterior.