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Empresário agredido por GM afirma que foi ameaçado de morte

Agredido por um agente da Guarda Municipal, em plena Avenida Antônio Carlos Magalhães, em Salvador, o empresário Marcelo Dias ainda não entende o motivo para a confusão. A ação truculenta, na última quinta-feira (22), chamou a atenção e indignou quem passava pela via — uma das mais movimentadas da capital baiana.[ Leia mais...]

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Foto : Reprodução

Por Gabriel Nascimento no dia 23 de Setembro de 2016 ⋅ 16:09

Agredido por um agente da Guarda Municipal, em plena Avenida Antônio Carlos Magalhães, em Salvador, o empresário Marcelo Dias ainda não entende o motivo para a confusão. A ação truculenta, na última quinta-feira (22), chamou a atenção e indignou quem passava pela via — uma das mais movimentadas da capital baiana. Em entrevista ao Metro1, nesta sexta-feira (23), o empresário detalhou o caso e deixou claro que vai "atrás dos direitos". 

A situação aconteceu por volta das 16h. O empresário seguia para um hospital, onde encontraria a esposa grávida e descobriria o sexo do bebê. "Eu estava em estado de euforia total indo encontrar minha esposa. Ela tá grávida de quatro meses. Eu ia saber o sexo do meu neném. Eu tava o cara mais zen que você imaginar na face da terra", afirmou. 

"Eu tava parado na sinaleira, o carro deles do lado, na hora que o sinal abriu, ele foi arrancar com o veículo dele e quando foi virar bateu no meu carro acidentalmente. Ele bateu e evadiu. Eu estava atrás dele, tive que seguir no mesmo caminho. Na sinaleira um pouco a frente tava engarrafado, parei ao lado dele, baixei o vidro do carona, estava sozinho e falei: 'Boa tarde, não sei se o senhor percebeu mas o senhor colidiu no meu veículo'. Quando eu falei isso, ele falou: 'Você quer dizer o quê com isso sua desgraça?'. Começou a me xingar", relatou. 

Tempestade em copo d'Água

De acordo com o empresário, a tentativa de conversar e resolver qualquer problema não teve sucesso e apenas contribuiu para o início das agressões. "Disse que eu gostaria que ele parasse e fizesse a ocorrência do acidente. Quando eu disse isso, ele puxou a arma, os outros desceram e pediram pra eu sair com a mão pra cima. Saí do carro e andei em direção a ele já me deu um soco no peito", disse. "Documento e CNH pra você não morrer aqui!", teria dito o GM.

Adjetivado como "vagabundo" e "filho da puta", Marcelo nega que tenha provocado o tumulto. "Em momento nenhum levantei a voz. Jamais abriria a boca com um cidadão armado, apontando uma arma pra minha cara", afirmou. Marcelo aproveitou para desmentir novamente a versão da Guarda Municipal sobre sua condução à uma delegacia. Marcelo diz ainda que o agente queria levá-lo "de qualquer jeito". "Ele me colocou dentro do meu carro, apontou a arma pra mim e me deu um soco na cara. Jamais entraria na viatura. Eu disse: 'Não vou com o senhor pra lugar nenhum. Se o senhor deu um soco na minha cara na frente de todo mundo, imagina se eu for pra outro lugar com o senhor'", contou. 

"Não tô seguro"

Questionado sobre o afastamento do guarda municipal, o empresário disse que "não é o suficiente". "Afastar não significa punir. Afastar ele vai pra casa. A arma alí podia ser da polícia, mas ele pode ter uma arma em casa. Pode ter acesso a algum arquivo, pegar meu endereço, descobrir que sou casado, olhar minha vida. Não tô seguro. Além de ser afastada, uma pessoa dessa deveria ter um tratamento psicológico. Ele não tem poder de polícia. Não tem direito de fazer o que fez. Vou atrás dos meus direitos", finalizou.

Na manhã desta sexta-feira (23), a prefeitura anunciou que, o agente agressor foi afastado e ficará longe da função até o fim do processo administrativo, já instaurado. A Corregedoria informou que, a princípio, o nome do agente ainda não pode ser divulgado. Por conta da confusão, ele poderá ser expulso.

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