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"Fui presa, mas a luta continua", desabafa coordenadora do Sindilimp

Ainda abalada com sua prisão, a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Urbana da Bahia (Sindilimp-BA), Ana Angélica Rabelo, que foi solta mais cedo, contou em entrevista ao Metro1, na tarde desta sábado (25) como tudo aconteceu. Ela foi detida durante um protesto que cobrava o pagamento de salários atrasados dos servidores terceirizados, realizado em frente ao Colégio Landulfo Alves, em Salvador. [Leia mais...]

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Foto : Ascom/Vereador Luiz Carlos Suíca

Por Matheus Morais no dia 25 de Julho de 2015 ⋅ 17:02

Ainda abalada com sua prisão, a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Urbana da Bahia (Sindilimp-BA), Ana Angélica Rabelo, que foi solta mais cedo, contou em entrevista ao Metro1, na tarde desta sábado (25) como tudo aconteceu. Ela foi detida durante um protesto que cobrava o pagamento de salários atrasados dos servidores terceirizados, realizado em frente ao Colégio Landulfo Alves, em Salvador.


“Estávamos protestando, falando ao microfone, quando um policial chegou bastante exaltado e já empurrando Edson [Conceição, funcionário do Sindiliimp], levando para o camburão. Eu fui atrás dele e perguntei ao policial por que estavam prendendo ele, acabei sendo presa também. Eles me empurraram, querem me prender, me prendam, a gente quando está na luta, está pra tudo. Fomos para uma delegacia no Iguatemi e contamos com a sensibilidade da delegada, que disse que não viu motivos para a prisão. Iam nos levar para o presídio”, disse.


“O que mais me assustou não foi a prisão, foi a luta. Eu me manifestei muito na época do Carlismo, lutei tanto por esse governo e depois acontece isso. Estou triste, dei meu sangue para eleger Rui, Dilma e Wagner, mas é a luta. Se vierem outras prisões, serei presa, só não vou me calar. Existem problemas no PT, eu quero que conserte. São três meses de salários atrasados, não é justo”, afirmou.


Ana disse ainda que está muito decepcionada com o governo Rui Costa. “A prisão é uma conseqüência, nós lutamos por esse governo e ele está se virando contra nós, contra o trabalhador. Preciso que Rui me ouça, segunda-feira vamos para a governadoria, amanhã vamos de novo para o Landulfo. Vamos continuar na luta, fui presa mas a luta continua. Eu não vou ouvir Rui dizer que não sabia. Eu preciso que Rui nos ouça”, ressaltou. A coordenadora do Sindilimp informou que as atividades nos aterros sanitários já foram normalizadas.

 

 

 

 

 

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