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Considerado bairro nobre, Costa Azul se tornou QG do crime em Salvador

Considerado um dos bairrosmais nobres de Salvador, recentemente, o Costa Azul também passou a ostentar outro título, o de uma das áreas mais violentas da capital baiana. Em menos de uma semana, o assassinato de um homem de 26 anos e o sequestro de uma empresária [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Morais no dia 30 de Julho de 2015 ⋅ 09:40

Considerado um dos bairros  mais nobres de Salvador, recentemente, o Costa Azul também passou a ostentar outro título, o de uma das áreas mais violentas da capital baiana. Em menos de uma semana, o assassinato de um homem de 26 anos e o sequestro de uma empresária aumentaram ainda mais o medo e a tensão dos moradores do local.

Na quarta(22), Daniel Silva dos Santos estava perto de casa, na Rua Professor Isaías Alves, quando foi baleado diversas vezes. De acordo com algumas testemunhas, os disparos aconteceram às 19h30; segundo a polícia, não há detalhes se ele era o alvo do atentado.

Morador do Costa Azul há dois anos e meio, o engenheiro eletricista Lucas Mateus Silva foi uma das vítimas da onda de violência que assola o bairro. Em janeiro deste ano, Silva teve o carro roubado em plena madrugada. “Tinha o costume de estacionar o carro em frente ao meu prédio, que fica na Rua Monsenhor Gaspar Sadoc, mas ele foi roubado às 4h30”, contou. “Mas não é um caso isolado: acontece diariamente. Um dos piores lugares para se estacionar hoje em Salva dor é no Parque Costa Azul. A probabilidade de se ter o carro roubado ou danificado é muito grande”, contou.


Outro problema recorrente no bairro é a grande quantidade de imóveis abandonados, que têm servido de habitação de moradores de rua e para o tráfico de drogas. Um morador, que preferiu não se identificar, disse que alguns moradores já pediram para a Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) tomar providências acerca dos imóveis. “Alguns prédios e casas abandonadas também servem como esconderijo de ladrões e atalhos para fugas, o que deixa a gente apreensivo”, relatou.

Segurança privada ameniza

O estudante de engenharia Felipe Setúval contou que não se sente seguro no bairro. “Não tem mais hora para as coisas acontecerem. Há três anos, depois de uma morte e diversos assaltos, os moradores da minha rua contrataram uma empresa de segurança privada. Um barzinho que eu costumo frequentar também foi assaltado. As ruas são muito mal iluminadas, escuras, ninguém quer mais sair”, disse. Lucas Mateus, por sua vez, critica o policiamento da área. “Só vejo os carros da ronda passarem. Isso não inibe bandido, de jeito nenhum. Essa estratégia só deixa os moradores mais vulneráveis”, criticou

Sequestro aflige moradores

Um dos casos que têm intrigado a população da região é o sequestro de uma empresária, que aconteceu na sexta-feira (17), quando ela saía do salão de beleza Rive Gauche, na Rua Cassilandro Barbuda, no Costa Azul. Ela e uma amiga caminhavam em uma calçada, quando foram surpreendidas por alguns homens e obrigadas a entrar num carro. A amiga da empresária conseguiu fugir.
Alguns amigos e clientes da empresária divulgaram fotos na internet em busca de informações do paradeiro da mulher, que continua desaparecida. A Polícia Civil investiga o caso.

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