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Novo Centro de Convenções aumenta rusga entre Conselho de Turismo e Governo

Ainda na última segunda, uma reunião entre o secretário de Turismo e representantes do setor foi agendada para que a mudança fosse comunicada, mas segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia (ABIH), o encontro não teve a adesão dos empresários, que discordam da nova localização [Leia mais...]

[Novo Centro de Convenções aumenta rusga entre Conselho de Turismo e Governo]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 12 de Setembro de 2017 ⋅ 13:01

O novo Centro de Convenções ainda nem saiu do papel e já é motivo de divergência entre o Governo do Estado e o Conselho Baiano de Turismo. O problema está na localização do espaço, que será transferido para o Parque de Exposições. A decisão foi anunciada pelo secretário de Turismo, José Alves, em entrevista à Lara Kertész no Metrópole Turismo da última segunda-feira (11). Ainda na última segunda, uma reunião entre o secretário de Turismo e representantes do setor foi agendada para que a mudança fosse comunicada, mas segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Bahia (ABIH), o encontro não teve a adesão dos empresários, que discordam da nova localização.

“Nós não fomos em protesto, a gente não está de acordo. O Conselho Baiano de Turismo acredita que a localização do novo Centro de Convenções deve permanecer no atual local, na praia de Armação. É o primeiro lugar do mundo que faz a transferência do Centro de Convenções de um lugar para o outro, isso é um equipamento que já criou uma estrutura grande. Só de hotéis tem mais de R$ 5 bilhões de investimento ali. Agora o secretário, de uma hora pra outra, resolve mudar sem consultar o trade”, disse, em conversa com Lara Kertész nesta terça-feira (12).

Glicério citou como exemplo o caso do hotel São Salvador, localizado em frente ao antigo Centro de Convenções. “Isso vai ocasionar muito desemprego, fechamento de hotéis e de outros equipamentos ali instalados. Um exemplo é o São Salvador, um hotel de primeira qualidade. Soraia [Torres, diretora do São Salvador] fez um investimento altíssimo e agora toma uma rasteira”, reclamou.

Diretora da ABIH, Renata Prosérpio criticou ainda a postura do secretário em creditar ao setor hoteleiro parte da culpa pela queda no turismo e, consequentemente, a baixa taxa de ocupação dos hotéis. “Sou um pouco cética a essa afirmação do secretário que os hotéis tem que olhar internamente, lógico, nós fazemos isso. Mas eu acho que, ao falar isso, a gente desvia a atenção para um problema que é real, tivemos uma sobreoferta de hotéis. Por vários motivos, tivemos um aumento muito grande e isso é muito bom e isso seria muito bom se o número de passageiros e visitantes crescesse na mesma proporção, mas isso não aconteceu. O resultado é a queda da ocupação e a crise da hotelaria. O problema não são os hotéis. A qualidade da hotelaria não é o que justifica a queda da hotelaria, temos que procurar o motivo fora da hotelaria: a falta da presença de Salvador e da Bahia em grandes campanhas de mídia, a cidade ficou abandonada durante 10, 12 anos. É o que justifica a queda dos visitantes e queda na hotelaria. A ausência do Centro de Convenções, o aeroporto, a ausência das barracas de praia... A Infraero mostra que os passageiros caíram 4,5% e os de recife aumentaram 3,7% estamos transferindo nossos turistas, isso sim é um apoio que os hotéis precisam”, criticou.

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