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Secretária diz que prefeitura precisou antecipar serviços para atender a ambulantes que 'acampam' nos circuitos

Ana Paula Matos destaca que o problema é difícil, mas tem que ser enfrentado com trabalho articulado entre as equipes e com boa liderança

[Secretária diz que prefeitura precisou antecipar serviços para atender a ambulantes que 'acampam' nos circuitos]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 18 de Fevereiro de 2020 ⋅ 09:06

A secretária de Promoção Social e Combate à Pobreza, Ana Paula Matos, afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã de hoje (18), que a prefeitura de Salvador precisou antecipar os serviços de apoio oferecidos a ambulantes que "acampam" nos circuitos do carnaval, dias antes da festa.

"Para vocês terem uma ideia, na sexta-feira (14), às 18h, o prefeito (ACM Neto) reuniu o secretariado que trabalha na festa para saber o que poderia ser feito para garantir a ordem pública e a dignidade dessas pessoas. Ele autorizou a ampliação de recursos financeiros. A SPMJ (Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude), por exemplo, teve que antecipar a abertura do centros de convivências que estavam previstos para quinta-feira (20). Hoje já estão abertos. A gente teve autorização para antecipar a inauguracao de unidade de acolhimento para as famílias", diz a secretária.

Ana Paula destaca que o problema é difícil, mas tem que ser enfrentado com trabalho articulado entre as equipes e com boa liderança. Até mesmo pessoas de outras cidades vem para a capital baiana para trabalhar, de acordo com a secretária. 

Nos caso de crianças que vão acompanhar os pais ambulantes nos circuitos do carnaval, a prefeitura oferece centros de convivência, com seis refeições diárias. Antes, é orientado aos pais para que algum familiar acolha o menor, mas se não tiver ninguém da família disponível, a criança é acolhida pela prefeitura. "Vai para o centro aquele que não tem com quem ficar", explica Ana Paula. 

Para as crianças que são encontradas catando latas de bebidas nos circuitos, a secretária orienta que o cidadão pode ligar para o número 156 para denunciar ou procurar um dos funcionários da Semps. Já os catadores adultos podem contar com dois centros de convivência disponíveis, que funcionam como pontos de apoio. 

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