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Presidente da Sociedade Israelita da Bahia explica comemoração do Rosh Hashaná

Miguel Kertzman fala da celebração do ano novo judaico

[Presidente da Sociedade Israelita da Bahia explica comemoração do Rosh Hashaná]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Simoni no dia 18 de Setembro de 2020 ⋅ 09:05

Comemorado hoje (18), o Rosh Hashaná, segundo os judeus, é o aniversário do universo, o dia em que Deus criou Adão e Eva, e é celebrado como o mais importante do ano judaico. Em entrevista a Mário Kertész nesta sexta-feira, durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, o presidente da Sociedade Israelita da Bahia (SIB), Miguel Kertzman, falou sobre a celebração para os judeus. O Rosh Hashaná começa ao pôr do sol na véspera de 1º de Tishrei, este ano no dia 18 de setembro e termina após o anoitecer em dois de Tishrei, no próximo dia 20.

"Para entrar no universo do judaísmo como filosofia de vida e, para alguns outros, como religião ou definição das opções que fazemos na vida, ele é muito intrincado em vários nós e possibilidade de interpretação. O Rosh Hashaná é, em tese, a virada de um ano para o outro. Estamos terminando o ano passado logo agora e o calendário contemporâneo da sociedade vai só terminar daqui a quase três meses", comentou Kertzman.

Ainda segundo o presidente da SIB, a chegada do ano 5.781 possibilita uma reflexão do homem com o eterno durante o período. "O que se coloca em questão há mais de dois mil anos na comunidade judaica é que os judeus tinham uma influência de povos vizinhos, como no caso Yom Kippur, na língua mais próxima eram os povos faziam a comemoração da sorte. Se você vai ter sorte ou não. Kippur é exatamente isso, dia da sorte e a definição do futuro. No judaísmo, tem esse convite à reflexão", avaliou.

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