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Ricardo Ishmael e Emília Nuñez destacam leitura na infância como base para formação de crianças

Cultura

Ricardo Ishmael e Emília Nuñez destacam leitura na infância como base para formação de crianças

Autores defendem incentivo desde os primeiros anos durante entrevista na Bienal da Bahia

Ricardo Ishmael e Emília Nuñez destacam leitura na infância como base para formação de crianças

Foto: Metropress/Ana Clara Ferraz

Por: Laisa Gama e Ana Clara Ferraz no dia 19 de abril de 2026 às 13:04

Atualizado: no dia 19 de abril de 2026 às 13:42

Incentivar a leitura desde os primeiros anos de vida é um dos pilares para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes. A avaliação foi reforçada neste domingo (19), durante a Bienal do Livro da Bahia 2026, em entrevista concedida ao Metro1 pelos escritores Ricardo Ishmael e Emília Nuñez.

Do ponto de vista de quem escreve, o jornalista Ricardo Ishmael defendeu que não é possível pensar em educação sem a leitura na infância. Segundo ele, o contato com livros desde cedo ajuda a construir valores e ampliar a visão de mundo. “Não é possível pensar num projeto de sociedade sem o incentivo à leitura nas fases iniciais. É nesse momento que a criança começa a ter contato com histórias, com fantasia, mas também com questões do nosso tempo”, afirmou.

O autor também destacou que a literatura infantil não precisa ser moralizante, mas deve provocar reflexão. Para ele, a combinação entre ludicidade e conteúdo contribui para formar adultos capazes de intervir na realidade social. Durante o evento, Ishmael também ressaltou a troca com o público como um dos pontos altos da experiência. “É especial, comovente. Cada criança quer ouvir, conversar. Esse retorno é fundamental”, disse.

Já Emília Nuñez, em entrevista ao Metro1 afirmou que sua relação com a literatura infantil surgiu a partir da convivência com os próprios filhos. “Eu voltei a ler livros para a infância com eles e me encantei. As histórias começaram a surgir e escrever passou a ser uma forma de partilhar esse universo com outras crianças”, contou.

A escritora destacou ainda o papel da literatura no cotidiano das famílias e no desenvolvimento emocional e intelectual dos pequenos. Para ela, eventos como a Bienal aproximam leitores e autores, fortalecendo o vínculo com os livros. “A gente chega junto da criança, dedica, conversa, cria conexão. Isso faz com que ela continue gostando de ler e perceba que também pode ocupar esse lugar”, afirmou.

A movimentação intensa no estande, com filas de crianças e famílias em busca de autógrafos, foi apontada pelos autores como um sinal de que o interesse pela leitura segue vivo.

A Bienal do Livro da Bahia teve início da ultima quarta-feira (15) e segue até a próxima terça-feira (21) A organização estima cerca de 120 mil visitantes ao longo dos sete dias de evento, considerado o maior encontro literário do Nordeste.