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Editorial

MK celebra legalização do aborto na Argentina: 'Uma libertação para a mulher'; ouça

"Sei que tem muita gente que não concorda com isso, e eu respeito os motivos, inclusive de ordem religiosa, mas é um passo extremamente positivo", disse, em comentário na Rádio Metrópole

[MK celebra legalização do aborto na Argentina: 'Uma libertação para a mulher'; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 30 de Dezembro de 2020 ⋅ 09:13

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (30), Mário Kertész comemorou a decisão do Congresso da Argentina, que aprovou a legalização do aborto até a 14ª semana de gestação. Até então, o procedimento era permitido em caso de estupro ou risco de morte da mãe. Para MK, a mudança representa um passo importante para a liberdade da mulher.

"A Argentina mais uma vez dá um pulo na frente, eu sei que tem muita gente que não concorda com isso, e eu respeito os motivos, inclusive de ordem religiosa, mas para as mulheres é um passo extremamente positivo e marcante. A Argentina aprovou no Congresso, democraticamente, que é a mulher quem decide se faz ou não aborto, quando, em que forma e em que circunstâncias. Isso é um passo importante, muito importante. (...) É claro, eu faço questão de dizer que não estou incentivando o aborto, mas é uma libertação para a mulher, que é dona do seu corpo e tem que ser dona e senhora do seu corpo, e assumir as consequências, sejam elas quais forem. Mas 'los hermanos' estão dando 2 a 0 na gente: primeiro com a vacina, agora com essa lei. É bom que seja aqui, na porta da gente, pra ver se no futuro a gente consegue avançar", analisou.

MK ainda lembrou que os argumentos contrários à legalização do aborto são muito semelhantes aos que a Igreja Católica usava contra o divórcio, que só foi instituído no Brasil em 1977.

"Eu me lembro, anos e anos a fio, o Brasil viveu sem o divórcio, porque a Igreja Católica, na época poderosíssima politicamente, hoje nem tanto, era contra. E o argumento era esse. 'Na hora que tiver divórcio, as famílias vão desaparecer'. O divórcio veio graças a um senador baiano de nascimento, mas eleito pelo Rio de Janeiro, Nelson Carneiro, que batalhou anos a fio até o divórcio ser aprovado. O divórcio chegou e as famílias brasileiras hoje são muito mais felizes porque não se sentem amarradas, nem obrigadas a ir casar no Uruguai. Antigamente era uma coisa tão séria, eu sei disso porque quando eu me separei de minha primeira mulher, Alzira, eu me desquitei. (...) Quando me casei novamente, com Eliana, o jornal A Tarde colocou uma nota dizendo 'desquitado casou-se'. Coisa atrasada, medíocre. Aí veio o divórcio e pronto", recordou.

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