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Editorial
MK comenta tensão entre governo e caminhoneiros em meio a alta no preço dos combustíveis; ouça
"A preocupação dele é sobretudo com o óleo diesel, até porque os caminhoneiros andaram fazendo ameaças de greve", disse, em comentário na Rádio Metrópole
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Foto: Matheus Simoni/Metropress
Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (19), Mário Kertész falou sobre o novo aumento dos combustíveis, anunciado ontem (18) pela Petrobras, e o descontentamento do presidente Jair Bolsonaro com a situação. Em sua live semanal, o chefe do Executivo anunciou que traria novidades a respeito dos preços da gasolina e do diesel. Segundo MK, a principal preocupação de Bolsonaro é com o risco de uma nova greve dos caminhoneiros.
"Teve um aumento brabo na gasolina e no diesel, o presidente Bolsonaro ficou 'P' da vida, mandou zerar os impostos federais e disse 'olhe, eu não posso intervir na Petrobras, mas vai ter mudança nesses dias'. Não pode intervir, mas já fez a intervenção, porque inclusive as ações da Petrobras, que é uma sociedade de economia mista, que tem ações na Bolsa, inclusive se não me engano na Bolsa de Nova York também, e as ações caíram, o dólar subiu, mas vamos ver o que vai acontecer. O interessante é o seguinte: tome-lhe aumento na gasolina e no óleo diesel. A preocupação dele é sobretudo com o óleo diesel, até porque os caminhoneiros andaram fazendo ameaças de greve, houve uma tentativa frustrada, o governo conseguiu segurar essa greve que poderia acontecer, tudo bem. Vamos ver os próximos capítulos", disse MK.
Mário Kertész ainda voltou a falar sobre a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), mantida após audiência de custódia realizada ontem. Hoje, às 17h, a Câmara deverá decidir se o parlamentar continuará preso. Para MK, se o Congresso contrariar o Supremo Tribunal Federal (STF), uma crise institucional poderá se instalar. "Vamos ver como é que o Congresso reage hoje. Preste bem atenção: o STF, por unanimidade, disse 'esse cara tem que ficar preso', foi uma prisão feita em flagrante, porque a ofensa que ele colocou na internet continuavam no ar, então continuava a ação delituosa. Tem gente da Ordem dos Advogados do Brasil que acha que não foi um flagrante, mas o STF, por unanimidade, decidiu. Se a Câmara agora chega e diz que não é nada disso, não sei como é que isso vai ser", pontuou.
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