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Editorial

MK avalia futuro 'ainda incerto' após anulação da condenação de Lula; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész frisou que a pandemia de coronavírus deve ser a principal preocupação no momento

[MK avalia futuro 'ainda incerto' após anulação da condenação de Lula; ouça]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Metro1 no dia 09 de Março de 2021 ⋅ 08:59

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (9), Mário Kertész analisou os desdobramentos da anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada ontem (8) pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para MK, a medida é um passo importante para acabar com o chamado "lavajatismo", mas o futuro ainda é incerto.

"Tem vários aspectos. O primeiro, extremamente positivo, que me deu muita alegria, foi acabar com aquela República de Curitiba, que estava se achando tão poderosa que destruiu as empresas brasileiras. Uma coisa era pegar os corruptos da Odebrecht, da OAS, da Camargo Corrêa, todos. Pegava e amassava, prendia. Mas acabar com as empresas como acabou? Pois é. Estavam tão poderosos, Sergio Moro, com Deltan Dallagnol, e começaram a mostrar, com aquelas conversas hackeadas, a gente começou a ver o absurdo dos absurdos. Aliás, com a conivência do Supremo Tribunal Federal, inclusive do ministro Fachin. Dizem que na verdade ele é muito interessado em evitar que Sergio Moro seja considerado suspeito para julgamento. Se for, aí as anulações serão muito maiores. E o prejuízo que se causou ao Brasil? Eles chegaram ao ponto de estarem tão poderosos, com ajuda da Rede Globo, da mídia, e da Faria Lima, do mercado, que pensaram em fazer uma fundação dirigida por eles com mais de R$ 1 bilhão para eles investirem no combate à corrupção. (...) Lula agora é elegível, pode se candidatar a qualquer coisa, inclusive à presidência da República. Se ele vai se candidatar ou não, é outra história, e ele vai ter que pensar bem sobre isso. (...) Não sei se Lula vai topar ser candidato, se vai topar entrar nesse jogo, com a perspectiva, talvez, de facilitar uma vitória de Bolsonaro. Mas ainda estamos no mês de março, no meio de uma pandemia brabíssima, economia no esgoto. O presidente Bolsonaro, se continuar assim, tenderá a chegar muito fraco nas próximas eleições", disse.

Ainda segundo MK, antes de qualquer debate sobre as eleições de 2022, é preciso pensar na pandemia de coronavírus. "No momento, o que nos interessa não é eleição de ninguém. Tem gente morrendo! Tivemos a maior média móvel de mortos na história da pandemia no Brasil. Estamos vivendo o fechamento, o lockdown parcial em quase todos os estados, inclusive na Bahia, que é uma coisa dura pra população, pros empresários, pro pessoal que trabalha com entretenimento, e tudo mais, empregos desaparecendo e agora o auxílio emergencial vai ser entre R$ 175 e R$ 225. É isso que a gente tem que consertar. O Paraguai está dando um exemplo, colocando a gente no lixo, no chinelo", afirmou.

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Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas, professora da Facom/UFBA e colaboradora da Rádio Metrópole