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MK alerta para rede de proteção política no escândalo do Banco Master: “grande marmelada”

Editorial

MK alerta para rede de proteção política no escândalo do Banco Master: “grande marmelada”

Mário Kertész expõe como caso envolve falsas promessas de rentabilidade, venda de créditos inexistentes e interesses cruzados

MK alerta para rede de proteção política no escândalo do Banco Master: “grande marmelada”

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 07 de janeiro de 2026 às 08:45

O caso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central após a identificação de um rombo bilionário, voltou ao centro do debate nesta quarta-feira (7), durante o Bom Dia com Mário Kertész. Para MK, o colapso da instituição não foi um acidente de mercado, mas o resultado de um modelo financeiro sustentado por promessas irreais de rentabilidade, relações políticas amplas e uma rede de proteção que agora tenta evitar o aprofundamento das investigações.

“Com todo o humor da vida, eu fico dando risada da piada que está se armando no país, né? Esse Banco Master cresceu naquela que se chama pirâmide financeira. Enquanto a rentabilidade paga por outros bancos era x, por um investimento, ele era x mais, muito mais. Então, é claro, as pessoas iam investindo”, afirmou.

Segundo MK, o mecanismo entrou em colapso quando a lógica da pirâmide deixou de se sustentar. Ele explica que o banco passou a depender da entrada constante de novos investidores para honrar compromissos antigos, até o momento em que os que estavam no topo tentaram sair. “Chega uma hora em que não deu certo. E aí tentou vender ao Banco Regional de Brasília, que pertence ao governo de Brasília. […] Chegou uma hora em que o Banco Regional de Brasília aceita comprar ele, pagar ele por créditos que não existiam, na realidade”, disse MK.

O comunicador também destacou a demora do Banco Central em agir e relembrou que a liquidação extrajudicial só ocorreu após o avanço das denúncias. Daniel Vorcaro, dono do Master, chegou a ser preso no aeroporto, foi solto com tornozeleira eletrônica e alegou que viajaria a Dubai para negociar a venda do banco. Para MK, o caso revela um emaranhado de interesses que ultrapassa o sistema financeiro pelas relações que Vorcaro desenvolveu com nomes políticos.

“Se realmente vier a público tudo que está e todas as pessoas que se beneficiaram dessas ações, aí vai sobrar pouca gente. Então ,começa a operação de salvação”, avaliou, ao comentar a atuação do Tribunal de Contas da União e a tentativa de reabrir a discussão sobre a liquidação.

Kertész encerrou alertando para medidas que considera estranhas, como a investigação do Banco Central pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a decisão do ministro Dias Toffoli de avocar o processo e colocá-lo sob sigilo. Para MK, os sinais indicam uma tentativa de esvaziar responsabilidades em um prejuízo estimado em R$ 12 bilhões.

“Eu acho que nós temos que ficar atentos a isso, porque pra mim está tentando se armar, como se dizia antigamente, a grande marmelada, ou então a grande pizza deste ano. Fiquemos atentos, porque gente grande não é batedor de carteira, quando entra no jogo é para levar muito, muito, muito”, concluiu MK.

Confira o comentário na íntegra: