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MK vê retorno do autoritarismo e crítica destaque ‘humorístico’ de Cury na disputa presidencial

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MK vê retorno do autoritarismo e crítica destaque ‘humorístico’ de Cury na disputa presidencial

No Jornal da Bahia no Ar desta terça-feira (1°), Mário Kertész relembrou os 87 anos da invasão da Polônia pela Alemanha nazista, fez um paralelo com conflitos e disputas atuais e comentou a ascensão de Augusto Cury na disputa precidencial

MK vê retorno do autoritarismo e crítica destaque ‘humorístico’ de Cury na disputa presidencial

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 01 de setembro de 2026 às 08:10

A lembrança dos 87 anos do início da Segunda Guerra Mundial levou Mário Kertész a traçar um paralelo entre o avanço do autoritarismo que antecedeu o conflito e o atual cenário internacional marcado por guerras, ameaças e disputas comerciais. Durante o Jornal da Bahia no Ar desta terça-feira (1º), o comunicador também comentou a disputa presidencial brasileira de e trouxe, em meio à análise, questionamentos sobre a ascensão do escritor de autoajuda Augusto Cury.

“Há 87 anos começava a 2ª Guerra Mundial. As tropas de Adolf Hitler invadiram a Polônia. Criaram, disseram que os poloneses estavam atirando. Tudo mentira, invadiram. Alguns dias depois, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha. O mundo pegou fogo. Milhões e milhões de pessoas morreram. Cidades destruídas, culturas destruídas. Tudo”, disse.

A invasão da Polônia pela Alemanha nazista, em 1º de setembro de 1939, é considerada o marco inicial da Segunda Guerra Mundial. Para justificar o ataque, o regime de Hitler criou uma falsa narrativa de agressão polonesa antes de iniciar a ofensiva. MK relacionou aquele período ao crescimento do autoritarismo e à violência que, segundo ele, voltam a marcar o cenário mundial, citando as tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã e as disputas comerciais promovidas pelo presidente Donald Trump.

“O nazismo, o autoritarismo, que quer renascer hoje. Estava ali, junto com Mussolini e com o Japão militarista, que já tinha derrotado a Rússia em 1905 e que invadiu a China e toda aquela região próxima ao Japão. E eu vejo que hoje as coisas não são tão diferentes. De repente, o presidente Donald Trump, americano, está soltando de novo foguetes contra o Irã. Não importa se a economia vai para o beleléu ou, inclusive, do seu próprio país. Não importa impor tarifas ao Canadá, mesmo que prejudique o seu país. Então, o ser humano é assim. E estamos vivendo essa época de violência”, aponta.

No Brasil, a proximidade da eleição presidencial também entrou na análise de MK. O comunicador comentou o destaque de Augusto Cury, conhecido pelos livros de autoajuda, em meio à disputa presidencial. A ascensão do candidato ocorre em meio a uma forte estratégia digital e ao uso de influenciadores nas redes sociais. Cury, que também participou recentemente de uma sabatina eleitoral, defendeu propostas relacionadas ao uso da tecnologia e chegou a sugerir que colaboradores de embaixadas brasileiras fossem preparados para atuar como influenciadores no exterior.

“E, para dar um tom, digamos, humorístico, de repente, o candidato Cury, o homem da autoajuda, aparece crescendo estupidamente nas pesquisas. E os comentaristas dizem: ‘Não, uma nova figura pode mudar tudo’. Aí você vai ver, ele contratou dezenas de influenciadores para atacar via redes digitais. Ah, o tempora, o mores, os tempos, os costumes”, concluiu.

Confira a fala na íntegra: