
Editorial
MK defende fim do clima de confronto após eleições: “não vamos morrer brigados”
No Jornal da Bahia no Ar desta terça-feira (3), comunicador afirmou que a Metropole não pretende alimentar rivalidades após o resultado das eleições de outubro

Foto: Reprodução/YouTube
Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mário Kertész defendeu que o país deixe para trás o clima de disputa eleitoral e busque caminhos para superar as divisões políticas. Durante o Jornal da Bahia no Ar desta terça-feira (3), MK afirmou que é hora de reduzir as tensões, respeitar quem fez escolhas diferentes nas urnas e concentrar esforços na construção de um Brasil melhor. Ele também destacou a importância da democracia e afirmou que a Metropole não pretende alimentar conflitos após o encerramento da eleição.
“O fato de nós apoiarmos abertamente a reeleição do presidente Lula é um fato real, porque a nossa visão não permitia que imaginássemos uma pessoa como o ex-candidato sentado na Presidência da República, acompanhado da fina flor do fascismo brasileiro. Uma direita democrática não é somente aceitável, ela é necessária para uma democracia real”, disse.
Ao apresentar a posição da emissora, MK lembrou que a Metropole abriu espaço para diferentes candidaturas durante as eleições estaduais e presidenciais, ouvindo representantes de diversos campos políticos. Segundo ele, a defesa da democracia sempre orientou a atuação do grupo, mesmo com o apoio declarado à reeleição de Lula. O comunicador também destacou que o resultado brasileiro teve repercussão internacional, por representar uma escolha diferente da tendência de avanço da direita observada em outros países da América Latina.
“Pois bem, a eleição passou, nós ganhamos, nós, o povo brasileiro. E mais do que o povo brasileiro, o mundo ganhou um exemplo de que o Brasil continental, com mais de 200 milhões de habitantes, não seria jamais parte do quintal de Donald Trump. Quase todos os outros países aqui da América Latina marcharam para a direita. Nós, não. E com isso, servimos de exemplo para muitos lugares do mundo”, apontou MK.
Desmontar os palanques
Com o fim da disputa presidencial, MK defendeu que a cobertura política também acompanhe esse momento e deixe de alimentar rivalidades. Ele afirmou que a Metropole não pretende prolongar o debate eleitoral com críticas excessivas a Flávio Bolsonaro ou ao prefeito de Salvador, Bruno Reis. Sobre o gestor municipal, lembrou que a emissora denunciou problemas no transporte público durante o segundo turno, mas ressaltou que a eleição terminou e que não pretende transformar o episódio em motivo para manter o clima de confronto. O comunicador também defendeu respeito aos quase 60 milhões de brasileiros que votaram na oposição, destacando que nem todos compartilham posições extremistas ou apoiam o mesmo projeto político.
“Então, eu quero começar esse dia aqui dizendo 'vamos lutar pela paz'. Vamos tentar, mesmo que devagar e com dificuldade, abaixar o fogo dessa disputa de raiva, de dividir famílias, de dividir amigos. É isso. É isso. Enquanto a vida corre. Daqui a pouco morre um, morre outro. Você vai morrer brigado com alguém que você ama, alguém da sua família, por causa de uma coisa dessas? Não. Vamos lutar para o Brasil?”, explicou.
Ao concluir, Kertész defendeu que a cobrança sobre o novo mandato de Lula seja acompanhada de disposição para colaborar com o país. Ele citou a expectativa por um bom ministério e pelo trabalho do governo federal, além de manifestar apoio à gestão de Jerônimo Rodrigues na Bahia. Para o comunicador, é possível manter as diferenças políticas e cobrar os governantes sem permitir que as disputas eleitorais rompam relações pessoais ou impeçam a construção de objetivos comuns.
Confira o editorial na íntegra:
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