Editorial

'Temos que louvar', diz MK sobre Dia da Consciência Negra; ouça

Para Mário Kertész, a data deveria ser feriado nacional, "para servir de reflexão para todos nós, racistas (...) envergonhados e nem tanto"

['Temos que louvar', diz MK sobre Dia da Consciência Negra; ouça ]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Metro1 no dia 20 de Novembro de 2018 ⋅ 11:40

O Dia da Consciência Negra foi o assunto do comentário de Mário Kertész hoje (20) pela manhã, na Rádio Metrópole. Ele ressaltou a importância da data e lembrou as contribuições do povo negro para a formação da nação brasileira, sem deixar de alfinetar os discursos que consideram como "exagero" a discussão do racismo no país.

"Ninguém entende o que é você ir ali na África, trazer as pessoas naqueles navios infectos, miseráveis, acorrentados, morrendo, para trabalhar de sol a sol, sem ganhar nada, vivendo explorado, apanhado, sofrendo, vendo a sua família violentada sexualmente pelos coronéis, pelos 'porretinhas'. Eu tenho maior orgulho de que seja um Dia da Consciência Negra, e acho que temos que cada vez mais louvar essa raça maravilhosa", declarou.

MK recordou as ações que realizou, durante sua gestão como prefeito, para a valorização dos blocos afros. Ele criticou o fato de que o Dia da Consciência Negra não é feriado em Salvador, devido ao preenchimento da cota de feriados municipais.

"É uma pena. Eu preferia que se tirasse outro feriado e que hoje fosse feriado aqui. Como é no Rio de Janeiro, como é em São Paulo, como é em Lauro de Freitas. (...) Deveria ser [feriado nacional], pelo menos para servir de reflexão para todos nós, racistas embutidos, escondidos, envergonhados e nem tanto", analisou.

Ele ainda relembrou as ações do intelectual português Agostinho da Silva para a valorização da cultura afro-brasileira e do recôncavo baiano, e se disse orgulhoso de ser "uma mistura de raças, de húngaros com judeus".

Confira o comentário na íntegra:

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