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MK aponta "hipersensibilidade a críticas" em gestores públicos: "vamos parar com essa frescurinha"

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MK aponta "hipersensibilidade a críticas" em gestores públicos: "vamos parar com essa frescurinha"

O âncora da Rádio Metropole usou o caso da Secretaria de Cultura da Bahia como exemplo em seu editorial desta sexta-feira (19)

MK aponta "hipersensibilidade a críticas" em gestores públicos: "vamos parar com essa frescurinha"

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 19 de abril de 2024 às 10:18

Atualizado: no dia 19 de abril de 2024 às 13:01

O âncora da Rádio Metropole, Mário Kertész, comentou nesta sexta-feira (18), durante o Jornal da Bahia no Ar, o isolamento do presidente Lula e relacionou esse tipo de cenário a uma conduta de “hipersensibilidade a críticas”, comum nos gestores públicos.

MK citou a Secretaria de Cultura da Bahia como exemplo. A pasta esteve nesta semana envolvida em polêmicas, após exoneração da diretora geral da Fundação Cultural do Estado (Funceb), Piti Canella, e da diretora do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), Luciana Mandelli. Como revelado pela coluna Metropolítica, as duas saídas foram decisões do chefe da pasta, Bruno Monteiro, causadas por desentendimentos com ele.

“Quando a gente está no poder, a gente fica cercado de pessoas, se não tiver gente que chegue pra ele, agente acaba se iludindo. Todos, independente do partido. Esses dias ai o secretario de Cultura, Bruno Monteiro, demitiu duas importantes auxiliares. Não vou entrar no mérito, não sei do desempenho de cada uma, seria leviano da minha parte falar. Mas acontece que, primeiro, essa Secretaria de Cultura tem tido muitas críticas. Eu gosto muito de Bruno, ele vem aqui, explica, é uma pessoa ágil. Mas a queixa era que ele ficava distante, não recebia ninguém”, disse MK.

O âncora citou ainda o comunicado oficial emitido pela secretaria sobre as exonerações, onde a pasta agradece o trabalhado das ex-presidentes, para afirmar que a imprensa tem o dever de ir além dos posicionamentos oficiais. 

“É um direito demitir, até obrigação, se não está bem demita mesmo. Mas se alguém fala que não está gostando do trabalho de A, B ou C ou caso específico que aconteceu com Bruno, vêm logo [reclamar]. Não pode ser assim. A imprensa ou é oposição, no sentido de mostrar uma visão diferente da posição oficial, ou é um armazém de secos e molhados”, disse. 

“Quando tiver que ter críticas, vai ter críticas. Pode ser mais forte, menos forte, dependendo do fígado, estômago, cabeça e dependendo da ação da pessoa que recebeu. Agora, vamos parar com essa frescurinha de ficar sensível a qualquer criticazinha” concluiu.

Confira o editorial: