Editorial

MK avalia manifestações pró-Bolsonaro como 'grandes e significativas'; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário considerou "besteira" a tentativa de diminuir os atos de domingo em comparação às manifestações contra os cortes na Educação

[MK avalia manifestações pró-Bolsonaro como 'grandes e significativas'; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 27 de Maio de 2019 ⋅ 07:37

As manifestações a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro, ocorridas ontem (26) em pelo menos 156 cidades do país, foram o assunto do comentário de Mário Kertész, hoje (27), na Rádio Metrópole. Para MK, os atos foram "grandes e significativos", e o volume de participantes mostra que o presidente tem apoio nas medidas que tem tomado "e até nos desacertos que têm acontecido".

"Ainda há uma parcela grande da população que apoia e está de acordo, aplaude, incentiva o presidente Bolsonaro. E ele mesmo considerou positivas as manifestações, apesar de elas serem também contra o Legislativo. Isso acirra, sem dúvida nenhuma, a crise com o Congresso brasileiro. Mas talvez seja isso que o presidente queira. Não será a primeira vez, nem o primeiro presidente que tenta isso. Jânio Quadros foi um dos que jogaram muito com isso e deu errado, embora a gente não saiba o que vai acontecer", analisou.

MK ainda considerou "besteira" a tentativa de diminuir a importância dos atos pró-Bolsonaro em comparação às manifestações contra os cortes na Educação, ocorridas no último dia 15. "É aquela coisa do pensamento desejoso, quem é contra Bolsonaro desejaria que fosse um fracasso, que ninguém fosse para as ruas. Não adianta. Pensamento desejoso, se resolvesse, a maioria dos problemas do mundo estaria resolvida. O próprio presidente admitiu que exagerou ao chamar alunos de 'idiotas úteis'", disse.

Ele ressaltou, no entanto, que a atual situação do país representa um "risco à democracia". "Ninguém pense que essas coisas passam assim, que esse acirramento entre Legislativo e Executivo não representa uma continuação de um impasse que não pode levar a coisa boa", afirmou.

No comentário, MK não deixou de homenagear o sócio e executivo da Odebrecht, Victor Gradin, que faleceu no sábado, aos 86 anos.

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