Editorial

MK ironiza dupla responsável pela PPP da iluminação de Salvador; ouça

Kertész ainda se mostrou surpreso com o caso do procurador que tentou matar uma juíza no TRF-3: "Quer dizer, esta porra virou uma porra mesmo, né?"

[MK ironiza dupla responsável pela PPP da iluminação de Salvador; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 04 de Outubro de 2019 ⋅ 09:19

Em comentário na Rádio Metrópole, na manhã de hoje (4), Mário Kertész destacou a importância do Projeto de Parceria Público-Privada (PPP) para a iluminação pública de Salvador, mas ressaltou que, em sua opinião, a gestão da proposta deveria mudar de mãos. Para ele, o secretário municipal de Ordem Pública, Felipe Lucas, e o diretor de Iluminação Pública, Júnior Magalhães, não estão aptos a administrar o contrato.

"É um ponto que o prefeito ACM Neto precisa resolver antes de acabar o mandato dele, porque a cidade tem muitas áreas escuras. É um contrato estimado em R$ 1 bilhão para serem investidos em 20 anos, e isso é administrado por um senhor, Júnior Magalhães, ligado a Candeias, já foi até deputado estadual, como a mãe dele, Tonha Magalhães, que foi prefeita, deputada federal, foi prefeita de novo, depois só fez perder as eleições. (...) E pelo que eu sei, esse senhor Júnior Magalhães não tem a menor condição, nem técnica, nem outras, que eu não vou fulanizar, para administrar um contrato de R$ 1 bilhão. Junto com Felipe Lucas, secretário da Semop, que bela dupla, não é?", ironizou.

MK também citou o caso do procurador que tentou matar uma juíza no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), em São Paulo, e se disse "surpreso" com a recorrência de acontecimentos desse tipo. "Parece que o mundo está ficando realmente de cabeça pra baixo. Depois daquele caso do ex-procurador-geral da República [Rodrigo Janot] ter dito que ia matar Gilmar Mendes (...), ontem, um procurador tentou matar uma juíza e chegou a dar uma facada no pescoço dela. Quer dizer... Estamos em anarquia completa, né? Quer dizer, esta porra virou uma porra mesmo, né? Porque porra, agora, você já sabe, né? É a linguagem da moda, é a linguagem aqui colocada com sapiência e delicadeza pelo nosso presidente Jair Bolsonaro. Então, o que eu quero dizer a vocês é que realmente eu fico surpreso, cada dia, com as coisas que acontecem", disse.

Outro assunto do comentário foi o lançamento da campanha publicitária sobre o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, antes mesmo da aprovação do texto pelo Congresso Nacional. O fato aumentou o desgaste dos parlamentares com o governo. "É uma forma que têm também de forçar, né, o chamado fait accompli, ou seja, você cria o caso, o caso já está criado, então agora não tem mais jeito. Só que tem, porque o Congresso inclusive tem imposto algumas rotas ao governo por conta de falta de articulação", analisou.

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