Editorial

MK celebra Santa Dulce dos Pobres e critica ida de autoridades à canonização; ouça

Em comentário na Rádio Metrópole, Mário Kertész avaliou que alguns políticos "não tinham nada que ver com a ocasião": "Essa nossa elite dirigente não tem o menor mancômetro"

[MK celebra Santa Dulce dos Pobres e critica ida de autoridades à canonização; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 14 de Outubro de 2019 ⋅ 08:23

A canonização de Irmã Dulce foi o principal assunto do comentário de Mário Kertész, hoje (14), na Rádio Metrópole. Kertész se disse feliz com as homenagens à Santa Dulce dos Pobres no Vaticano e com a presença de figuras importantes para a continuidade do trabalho da religiosa, como o presidente do Conselho das Obras Sociais Irmã Dulce, Angelo Calmon de Sá. Por outro lado, MK considerou que muitas das autoridades brasileiras que foram à cerimônia "não tinham nada que ver" com a ocasião.

"Não consigo entender como é que foram tantas autoridades, três aviões da Força Aérea Brasileira com a comitiva do vice-presidente, do presidente da Câmara, do presidente do Senado e mais o presidente do Supremo Tribunal Federal, vários deputados, inclusive baianos... Quer dizer, uma hora dessa... Hoje mesmo, passei ali no Simm [Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra], na rua Miguel Calmon, a fila estava maior do que nunca. Em busca de quê? De emprego. Agora, dinheiro pras pessoas saírem daqui... Quer homenagear Dulce? Venha pra Salvador! Domingo que vem vai ter uma missa fantástica na Fonte Nova! Peguem uma parte desse dinheiro, ou esse dinheiro todo que se gastou com isso, e deem pras Obras Sociais de Irmã Dulce! Não é possível, rapaz, que no Brasil que a gente tá vivendo, de tanta dificuldade, povo na miséria, cortes no orçamento da Educação, da pesquisa, você ter dinheiro pra mandar os nossos mangangões irem a Roma, pra ter a glória de estar lá sentado", criticou.

MK avalia que as autoridades brasileiras têm "síndrome de Maria Antonieta", citando a rainha da França que foi derrubada e guilhotinada pela Revolução Francesa, em 1793. "É aquela tal história da síndrome de Maria Antonieta. quando os pobres marcharam até o Palácio de Versalhes e foram bater na porta do palácio, pedindo pão, ela perguntou 'por que não têm pão?'. Porque não tem, o povo estava vivendo uma miséria terrível, a inflação aumentou, a produção agrícola estava péssima, mas a Corte vivia no maior luxo, tal qual os nossos mangangões. Aí ela disse 'não tem pão? Por que nao dão brioches?'. Pois é. Deve ser o mesmo pensamento que os nossos mangangões devem ter. 'O povo tá assim? Ora, que besteira, isso não significa nada'. Pelo amor de Deus! É preciso ter um pouquinho de vergonha! Essa nossa elite dirigente não tem o menor mancômetro", exaltou-se.

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