Editorial

'Pra quê oposição, se eles mesmos se destroem?', questiona MK sobre crise no PSL; ouça

Kertész ainda criticou as declarações do presidente Jair Bolsonaro na porta do Palácio da Alvorada: "É só futrica e botar lenha na fogueira"

['Pra quê oposição, se eles mesmos se destroem?', questiona MK sobre crise no PSL; ouça]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Metro1 no dia 18 de Outubro de 2019 ⋅ 09:04

A crise no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, foi assunto do comentário de Mário Kertész, hoje (18), na Rádio Metrópole. MK se mostrou "impressionado" com a desestruturação da base política do governo federal e lembrou que o clima de instabilidade atrapalha, inclusive, o crescimento da economia. 

"Não tem ordem em mais nada, nós vivemos numa bagunça, numa macarronada, pra não usar uma expressão mais chula. Ninguém se entende com nada... Prestem atenção! Quem tem ouvido falar de algum deputado aí da oposição? Peguem os noticiários, assistam os noticiários de televisão... Tá todo mundo quieto, de férias. Não precisa! Pra quê oposição, se eles mesmos se destroem? Olhe que nos meus 75 anos de vida, 53 anos de vida pública, eu nunca vi nada sequer parecido! Vários regimes se passaram, inclusive 21 anos de ditadura militar. Nunca vi nada parecido! Democracia, cai governo, entra governo, impeachment de presidente, nada! Nada parecido. É possível a economia crescer assim? Não é possível. É possível termos mais empregos? Não é possível. Não vamos ter. Assim, desse jeito, não vai", disse.

MK também ironizou a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o governo de Jair Bolsonaro, em entrevista à Folha: "Aí vem FHC e diz 'o governo Bolsonaro é reacionário e antiquado'. Eu acho engraçado agora essas posições do ex-presidente FHC, quando durante o processo eleitoral ele foi muito ausente".

Ao comentar a expectativa do Senado quanto à aprovação da reforma da Previdência em segundo turno na próxima terça (22), MK avaliou que é possível que isso se concretize, mas questionou se o Brasil vai voltar a crescer logo no dia seguinte, em um ambiente de instabilidade política. Ao falar da inabilidade do presidente Jair Bolsonaro em dialogar com o Congresso, ele lembrou-se da ex-presidente Dilma Rousseff.

"Dilma foi acusada, e com razão, de não saber lidar com a política, de não ter paciência nem saco pra conversar com políticos. (...) O presidente Bolsonaro é muito pior, nesse sentido, porque ele bota fogo o tempo todo. As famosas paradinhas na porta do Palácio da Alvorada, todo dia de manhã, foram até uma descoberta interessante que ele fez, porque com isso ele está na mídia o tempo todo, mas só que não de uma forma positiva. Porque poderia ser! Ele podia chegar e dizer 'olha, conseguimos retomar o crescimento, os investimentos, vou construir obras inacabadas, os juros estão caindo, o dólar está caindo, os empregos estão acabando...' Nada disso. É só futrica, dizer que a imprensa é fétida, falar mal do próprio partido dele, e botar lenha na fogueira", lamentou.

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